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BH: Fuad admite problemas, mas cita 'lisura' na eleição do Conselho Tutelar

Embora tenha lamentado filas e atrasos vistos nas seções de votação, prefeito disse que não há controvérsia em torno dos resultados

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Prefeito Fuad Noman falou sobre problemas vistos na eleição para conselheiros tutelares de BH
Prefeito Fuad Noman falou sobre problemas vistos na eleição para conselheiros tutelares de BH • Rodrigo Clemente/PBH

O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), disse, nesta segunda-feira (2), que, apesar dos problemas, a eleição para os Conselhos Tutelares da cidade foi marcada por “lisura”. O pleito, ocorrido nesse domingo (1°), teve longas filas nas seções de votação. O sistema de coleta de votos, desenvolvido pela Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte (Prodabel), apresentou falhas ao longo do dia.

"A eleição ocorreu com a maior lisura. Não tem nenhum problema na eleição. Demorou, atrasou e as pessoas votaram até às 20h. Às 18h30, distribuímos a última senha e as pessoas foram votando. O último (eleitor) votou às 20h15 — ou 20h14", disse, na sede da prefeitura, no Centro de BH, após o a instalação de um comitê de risco para conter desastres em períodos chuvosos.

A votação estava prevista para terminar às 17h, mas as longas filas e os problemas na tecnologia da Prodabel prorrogaram o prazo. Do início da tarde em diante, os computadores utilizados pelos eleitores foram trocados por cédulas de papel.

Segundo Fuad, o poder Executivo prepara um projeto de lei (PL) para que a próxima disputa aos assentos dos Conselhos Tutelares ocorra por meio de urnas eletrônicas, fornecidas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG).

"(Foram) lamentáveis as filas que aconteceram. O sistema deu problema. Não podíamos usar o sistema do TRE por uma questão legal. Usamos nosso sistema, que foi testado, funcionou, foi avaliado e checado. Na hora, deu problema", lamentou o prefeito.

O movimento para a mudança no modelo de escolha dos conselheiros tutelares será encabeçado pela secretária municipal de Assistência Social, Rosilene Rocha.

"É lamentar a demora que as pessoas tiveram na fila, mas dizer o seguinte: essas coisas de sistema acontecem. Já pedi, à secretária Rosilene, que a gente faça uma mudança na legislação para que, no futuro, possamos utilizar a urna eletrônica para acabar com esse problema. Mas são coisas que acontecem. Nós lamentamos", encerrou Fuad.

Pedido de anulação

Depois dos obstáculos enfrentados pelos eleitores, a Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) recomendou a anulação do pleito na capital mineira. O presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), Gabriel Azevedo (sem partido), engrossou a reivindicação.

Os eleitores puderam escolher apenas um conselheiro, conforme a regional em que residem. Os cinco mais votados em cada área da cidade passarão a atuar na rede de proteção a crianças e adolescentes. O Conselho Tutelar é formado, ainda, por mais nove suplentes. 

"Tivemos 3 mil votantes a mais em relação ao último pleito. Temos que reconhecer que foi um transtorno, agradecemos as pessoas pela compromisso com as crianças e adolescentes e espero que a Câmara aprove rapidamente essa alteração que vai melhorar muito o processo eleitoral em BH e vamos poder usar a urna eletrônica", projetou Rosilene Rocha.

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Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.