BH e Maceió foram as únicas capitais do Brasil que usaram cédula de papel na eleição para Conselho Tutelar
Em Belo Horizonte, depois de um problema no sistema eletrônico, a PBH optou pela votação em cédulas de papel. A OAB afirmou que vai entrar na justiça pedindo a anulação, que já foi recomendada pela Defensoria Pública do Estado

Belo Horizonte e Maceió foram as únicas capitais do Brasil que não utilizaram urnas eletrônicas no processo eleição para o Conselho Tutelar. Segundo o Ministério dos Direitos Humanos, a primeira por problemas técnicos e segunda, conforme já estava previsto.
Problemas no sistema
Em BH, depois de um problema no sistema eletrônico de votação, foram utilizadas as cédulas de papel. O processo foi marcado por filas e muita confusão. O pleito na capital mineira foi administrado pela Prodabel (Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte). O município optou por não usar as urnas do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que foram disponibilizadas e usadas pelas maiores cidades do Estado.
Anulação
A prefeitura está investigando se o excesso de movimento teria causado problemas no sistema. A capacidade foi ampliada no final da manhã, mas não foi suficiente para solucionar as falhas em todas as sessões. A Defensoria Pública do Estado recomendou a anulação e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) deve entrar na justiça. Entre os argumentos está o risco de fraude ou voto duplicado com cédulas de papel.
Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.



