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Barroso classifica como 'falsos patriotas' autores de ataque ao STF no dia 8 de janeiro

Sede da Justiça, que foi a mais depredada durante os atos antidemocráticos, recebe exposição de parte do acervo destruído por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro; veja fotos

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Ministro Barroso durante evento que marca o um ano dos ataques do 8 de janeiro • Pedro Nascimento/Itatiaia

Um ato realizado nesta segunda-feira (8), na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), relembrou os ataques sofridos pela corte no fatídico dia e ressaltou a importância da democracia. Durante o evento, em discurso no plenário, o presidente do Supremo classificou os autores do ataque como ‘falsos patriotas’ e defendeu as punições aplicadas até agora.

Esse evento começou às 14h, pouco antes do ato convocado pelo presidente Lula que seria realizado no Congresso Nacional. Compareceram ministros do STF, ministros aposentados (como Rosa Weber e Carlos Ayres Britto), membros do governo e representantes do Judiciário nas mais diferentes esferas.

O início da cerimônia foi marcado por um breve momento de silêncio, quando foram exibidos trechos dos áudios do dia dos ataques. Nesse momento ficava nítido o constrangimento pelo ocorrido e a perplexidade, especialmente dos ministros do STF, com a invasão ao prédio do Supremo, que foi o alvo mais atacado pelos criminosos.

O ministro lamentou a destruição de parte do acervo cultural e histórico do STF, e afirmou que "nenhum juiz fica feliz ao condenar uma pessoa", mas que a punição que está sendo aplicada contra os manifestantes que invadiram a corte é necessária para "desestimular as pessoas de delinquirem".

A partir de terça-feira (9) será aberta ao público a exposição que mostra o saldo da destruição no STF. Fazem parte do acervo fotos e itens que não conseguiram ser recuperados. Entre eles está uma cópia da Constituição Federal que foi parcialmente queimada.

Rosa Weber emocionada

Quem também teve espaço de honra no evento foi a ministra aposentada Rosa Weber, que há um ano era a presidente do STF. Convidada a discursar pelo ministro Barroso, Weber disse que o ocorrido no dia 8 de janeiro sempre será lembrado como uma "marca indelével na história da democracia".

Visivelmente emocionada após ver imagens dos ataques que foram exibidos em um telão, a Rosa Weber ainda classificou o 8 de janeiro de 2023 como um episódio "ultrajante" e que foi "insuflado pelo ódio".

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

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