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Atos antidemocráticos: STF condena mais 14 réus

Trata-se de um grupo preso no acampamento montado em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília

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8 de janeiro
Fazem 3 anos dos atos de 8 de janeiro • Ricardo Stuckert/PR

O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou mais 14 réus por participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Trata-se de um grupo preso no acampamento montado em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília, enquanto demais participantes invadiam e depredavam os prédios do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do STF.

Esses réus não aceitaram fechar acordos de não-persecução penal propostos pela Procuradoria-Geral da República. Para a PGR, os crimes cometidos por esse grupo são de menor gravidade. Contudo, o órgão compreende que houve atuação coletiva, com responsabilidade pelos ataques na Praça dos Três Poderes.

  • Ailton Carlos dos Reis;
  • Ademir Aparecido Barizon;
  • Cezar Carlos Fernandes da Silva;
  • Alisson Adan Augusto Morbeck;
  • Edgar Coelho dos Santos;
  • Erisvaldo Gonçalves Rodrigues;
  • Ezequiel de Oliveira Sousa;
  • Monica Divina de Sousa Sampaio;
  • Flavio Ricardo Bianchini Kanbach;
  • Darley Silva Neves;
  • Paulo Roberto Meneghin;
  • João Eduardo Alves Nunes;
  • Marco Antonio Estevão; e,
  • Sthelio Freitas Macedo.

Durante o julgamento, o relator dos casos, ministro Alexandre de Moraes, frisou que mais de 400 réus em situação idêntica optaram por confessar a prática dos crimes e firmar o ANPP. As defesas alegavam, entre outros pontos, que as condutas não foram individualizadas, que os atos praticados não seriam criminosos e que não houve intenção de cometer crimes (dolo).

Por maioria, prevaleceu o entendimento de Moraes de que, como se tratou de uma atuação coletiva com a mesma finalidade, todas as pessoas envolvidas contribuíram para o resultado como coautoras.

Além disso, Moraes destacou que o grupo tinha conhecimento prévio da incitação ao golpe de Estado e que sua permanência no acampamento até o dia seguinte aos atos comprova a “finalidade golpista e antidemocrática, que visava à abolição do Estado de Direito” com a deposição do governo legitimamente eleito em 2022.

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É jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Cearense criado na capital federal, tem passagens pelo Poder360, Metrópoles e O Globo. Em São Paulo, foi trainee de O Estado de S. Paulo, produtor do Jornal da Record, da TV Record, e repórter da Consultor Jurídico. Está na Itatiaia desde novembro de 2023.

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