Após ter viajado à Índia sem visitar o Rio Grande do Sul, Lula cita tragédia em discurso de abertura do G20
O estado foi atingido por um ciclone que matou mais de 40 pessoas

Durante o discurso de abertura do G20, em Nova Délhi, presidente Luiz Inácio Lula da Silva citou o ciclone extratropical que deixou mais de 40 mortos no Rio Grande do Sul. Depois do desfile de 7 de setembro, Lula embarcou para a Índia, onde chegou na noite passada (8).
A primeira fala oficial de Lula no encontro da Cúpula foi sobre mudanças climática. No contexto, ele citou, brevemente, a tragédia ocorrida no Brasil. "O aquecimento global modifica o regime de chuvas e eleva o nível dos mares. As secas, enchentes, tempestades e queimadas se tornam mais frequentes e minam a segurança;. alimentar e energética. Agora mesmo no Brasil, o estado do Rio Grande do Sul foi atingido por um ciclone que deixou milhares de desabrigados e dezenas de vítimas fatais".
Foi a primeira vez que o presidente falou sobre o desastre. Antes, o petista havia feito posts prestando solidariedade, informando que conversou com o governador Eduardo Leite e anunciando a criação de um comitê permanente de apoio ao Rio Grande do Sul, com orientação para o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, ficar de prontidão.
Janja
Ao chegar em Nova Délhi, a postura da primeira-dama, Janja, causou polêmica. Ela postou um vídeo na redes sociais, mas apagou na sequência. Na postagem, sorrindo, Janja disse: "Namatê. Olá Índia. Boa noite. Me segura que eu vou sair dançando". O tom de alegria, enquanto o Rio Grande do Sul estava sendo devastado pelo ciclone, gerou críticas.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.
