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Após ser chamado de candidato vassalo, Tarcísio rebate Haddad: “ Tem que cuidar da economia”

A fala do governador de São Paulo foi dada durante uma agenda na manhã desta quinta-feira (10), após o ministro da Fazenda chamá-lo de ‘candidato a vassalo’ por ser aliado de Jair Bolsonaro (PL)

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Tarcísio de Freitas, governador do estado de São Paulo • Governo do Estado de SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), rebateu nesta quinta-feira (10) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que o chamou de “candidato a vassalo”. Mais cedo, Tarcísio culpou o presidente Lula (PT) pela tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros imposta pelo presidente americano Donald Trump.

Haddad afirmou que a fala de Tarcísio representa um comportamento de servidão ao ex-presidente Bolsonaro. "O governador [Tarcísio] errou muito. Porque ou bem uma pessoa é candidata à presidente, ou é candidata a vassalo. E não há espaço no Brasil para vassalagem, desde 1822 isso acabou. O que está se pretendendo aqui? Ajoelhar diante de uma agressão unilateral sem nenhum fundamento econômico", afirmou Haddad.

Já o governador de São Paulo respondeu ao ministro da Fazenda. “Eu acho que ele [Haddad] tem que cuidar da economia, se ele cuidasse da economia ele estaria indo bem, o Brasil não está indo bem, a gente tem um problema fiscal aí relevante, então acho que cabe a ele falar menos e trabalhar mais. Segundo, o tarifaço é deletério, principalmente para aqueles estados que têm produção industrial de maior valor agregado e a gente precisa, obviamente, sentar na mesa, deixar de lado as questões ideológicas, deixar de lado as questões políticas, deixar de lado o revanchismo, as narrativas e trabalhar”, pontuou Tarcísio de Freitas.

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O governador paulista completou que é hora de deixar as questões políticas de lado. “A gente precisa agora estabelecer uma mesa de negociação. O que a gente vê aqui dos países do G20, o mais afastado da Casa Branca é o Brasil, a gente tem dado demonstrações muito ruins, como foi agora na última reunião dos BRICS, então nós precisamos estabelecer o consenso, lembrar o seguinte, os americanos sempre foram aliados de primeira hora do Brasil, é o maior investidor estrangeiro direto no Brasil, então a gente tem muito a perder, isso não é bom para ninguém, não é bom nem para o Brasil, nem para o americano, porque vamos lembrar que vários produtos brasileiros são importantes para empresas americanas, eles não têm substitutos compatíveis à altura, então a gente precisa também, eles também precisam resolver essa equação e aí é hora de afastar a questão política de lado”, disse Tarcísio.

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.

 

 

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