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Após eleito, Pacheco pede pacificação e volta a condenar atos golpistas de 8 de janeiro  

Presidente reeleito do Senado, Pacheco chamou senadores à responsabilidade pela condenação do discurso de ódio

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Rodrigo Pacheco foi reeleito presidente do Senado por 49 votos contra 32
Rodrigo Pacheco foi reeleito presidente do Senado por 49 votos contra 32 • Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), reeleito com 49 votos para a Presidência do Senado e do Congresso Nacional, afirmou o compromisso do Legislativo com a pacificação do país e voltou a condenar os atos golpistas de 8 de janeiro. Pacheco também ressaltou a disputa democrática no Senado e pela independência do órgão, mas com harmonia com os demais Poderes.

"O Brasil precisa mesmo de pacificação. Os Poderes da República precisam trabalhar em harmonia, buscando o consenso pelo diálogo. Os entes federativos devem atuar de modo sincronizado para que as políticas públicas possam efetivamente chegar à população. O Senado Federal também precisa de pacificação, para bem desempenhar funções de legislar e fiscalizar", afirmou.

Sem citar nomes, Pacheco criticou discursos que provocam instabilidade institucional, desinformação e "narrativas inverídicas" que inflamam a população.

"A realidade do momento nos impõe um alerta: pacificação não significa omissão ou leniência, nao é inflamar a população com narrativas inverídicas. tampouco com soluções aparentes que, na verdade, geram instabilidade institucional", afirmou.

"Pacificação não significa calar diante de atos antidemocráticos, é buscar cooperação, lutar pela verdade, abandonar o discurso de 'nós contra eles' e entender que o Brasil é imenso e diverso, mas é um só. Pacificação, enfim, é estar do lado certo da história, que defende o Brasil e o povo brasileiro. Para isso, a polarização tóxica precisa ser definitivamente erradicada do país", completou.

8 de janeiro

Pacheco também condenou os atos antidemocráticos e golpistas do dia 8 de janeiro, que resultaram na invasão e na destruição do prédio do Congresso Nacional por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Acontecimentos como os ocorridos aqui no Congresso Nacional e na Praça dos Três Poderes, em 8 de janeiro, não podem e não vão se repetir. Derrotados civilizadamente precisam reconhecer com absoluta sobriedade os resultados e precisam respeitar a autoridade das instituições públicas. Só há ordem, patriotismo e humanidade se assim o fizerem", afirmou.

"O discurso de ódio, da mentira, golpista, que aflige e afasta a democracia deve ser desestimulado, desmentido, combatido por todos nós, sem exceções. Lideranças políticas que possuem compromisso com o Brasil sabem disso e não podem se omitir nesse momento. O enfrentamento à desinformação deve ser claro, assertivo, direto. Só assim vamos vencer a cultura do ódio, que nos divide e enfraquece", disse.

Democracia

Por fim, Rodrigo Pacheco também agradeceu aos adversários, Rogério Marinho (PL-RN) e Eduardo Girão (Podemos-CE) - que abriu mão de sua candidatura na última hora para apoiar o nome do ex-ministro de Bolsonaro.

"As disputas democráticas robustecem as instituições, fortalecem a democracia. Diante disso, cumprimento o senador Rogério Marinho, a quem rendo minhas homenagens pela disputa travada. A essência da democracia deve ser esta: solucionar disputas e fazer a divergência pacificamente. Igualmente, rendo meus cumprimentos ao meu colega Eduardo Girão, que igualmente se habilitou a candidatura à Presidência do Senado", concluiu.

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Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.