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Após ameaças, Lud Falcão afirma que Simões é ‘machista’, ‘agressivo’ e ‘desequilibrado’

Parlamentar afirmou que foi ameaçada pelo vice-governador de Minas Gerais após desavenças políticas com seu marido, prefeito de Patos de Minas; Simões ainda não se manifestou

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Deputada estadual Lud Falcão (Podemos) acusa o vice-governador, Mateus Simões (PSD), de tê-la ameaçado
Deputada estadual Lud Falcão (Podemos) acusa o vice-governador, Mateus Simões (PSD), de tê-la ameaçado • Itatiaia

“Machista”, “agressivo” e “desequilibrado” – essas são as palavras usadas pela deputada estadual Lud Falcão (Podemos) para descrever o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), após ela tê-lo acusado de ameaças devido a uma desavença política com seu marido, Luís Eduardo Falcão, prefeito de Patos de Minas e presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM). A fala ocorreu em entrevista à Itatiaia nesta quinta-feira (22), que será exibida na íntegra no Jornal da Itatiaia Manhã desta sexta-feira (23).

Em vídeo publicado no perfil do Instagram da deputada na última quarta-feira (21), ela afirma ter recebido uma ligação de Simões em tom de ameaça minutos após Luís Eduardo Falcão ter feito um vídeo com críticas a um pronunciamento do vice-governador com uma ironia ao apoio prestado por uma cidade do interior à Polícia Militar. À frente da organização que representa 837 das 853 cidades do estado, o marido de Lud Falcão tem apostado em críticas à distribuição de recursos entre entes federativos e ao governo estadual desde o fim de 2025, no âmbito dos debates sobre a privatização da Copasa.

Por fim, a parlamentar disse que Simões não deveria estar na posição que hoje ocupa – “Uma pessoa que está na posição que ele está, que não sabe ouvir opiniões diversas, que não sabe ouvir críticas, me desculpe, não merece estar onde está”, finalizou.

Em nota, o vice-governador afirmou que houve "ânsia por protagonismo" por parte da deputada estadual. “A decisão inicial foi não responder, para evitar dar protagonismo a algo que não se sustenta na realidade. A política pode muito, mas não pode tudo. A ânsia por protagonismo e visibilidade não pode justificar o uso de uma pauta legítima e sensível para tentar construir uma narrativa de vitimização que não corresponde aos fatos. Esse tipo de atitude empobrece e rebaixa o debate público. A pauta das mulheres merece respeito, responsabilidade e não pode ser instrumentalizada politicamente”, declarou Simões.

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