André Mendonça, do STF, aponta delação seletiva de Vorcaro
Mendonça passou a depositar maior confiança no potencial da colaboração de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), demonstrou insatisfação com os rumos iniciais do acordo de delação premiada de Daniel Vorcaro. Segundo informações de bastidores reveladas no blog Caio Junqueira, na CNN Brasil, o magistrado suspeita que a defesa do ex-banqueiro esteja sendo seletiva com as informações e manipulando o processo, o que o levou a reconsiderar sua estratégia para o caso.
Diante desse cenário, Mendonça passou a depositar maior confiança no potencial da colaboração de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e apontado como operador financeiro do esquema.
Uma das medidas avaliadas pelo ministro é o adiamento da homologação da delação de Vorcaro, possivelmente para um período após as eleições. A avaliação interna é de que o clima político atual, marcado por tensões, poderia prejudicar a obtenção de um depoimento totalmente fidedigno.
A frustração com o processo foi tema de uma reunião tensa entre Mendonça e o advogado de defesa, José de Oliveira Lima (conhecido como Juca). Na ocasião, o ministro teria confrontado o defensor sobre a omissão de fatos conhecidos nos primeiros anexos apresentados, reforçando a percepção de que a delação estaria sendo filtrada para blindar outros envolvidos.
Devido ao desgaste na relação, surgiram rumores em Brasília sobre uma possível substituição na defesa jurídica de Vorcaro. No entanto, o advogado Juca negou qualquer crise, afirmando que mantém uma relação excelente com o cliente. O ministro André Mendonça, por sua vez, não se manifestou publicamente sobre o assunto.
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