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Alegações finais: Heleno pede absolvição ou pena menor no caso do plano de golpe

Réus do núcleo 1 apresentam alegações finais ao Supremo nesta quarta-feira (13)

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General Augusto Heleno, ministro do GSI de Bolsonaro, participou de reunião com alta cúpula do governo federal • Marcos Oliveira | Agência Senado

A defesa do ex-ministro Augusto Heleno apresentou nesta quarta-feira (13) ao Supremo Tribunal Federal (STF) suas alegações finais na ação penal sobre uma suposta trama golpista. Os advogados pedem a absolvição de Heleno dos cinco crimes que lhe são imputados, incluindo tentativa de golpe de Estado.

A defesa também pede que, caso Heleno seja condenado, pegue uma pena pequena, por "menor importância". "Assegurando-se a aplicação da lei penal de forma adequada ao grau de participação efetivamente demonstrado nos presentes autos pelo órgão acusatório".

Heleno é ex-ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, na gestão de Jair Bolsonaro. Nas alegações finais, a defesa diz que há ausência de provas robustas para sua condenação. Segundo os advogados, não há um padrão probatório “além de qualquer dúvida razoável”, e que a acusação não produziu nenhuma prova em desfavor de Heleno.

Prazo final

Acaba nesta quarta-feira o prazo para a apresentação das alegações finais por parte das defesas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros seis réus apontados como integrantes do “núcleo crucial” do inquérito que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

O documento deve ser enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) até às 23h59. As alegações finais representam a última oportunidade para que as defesas dos réus reforcem seus argumentos aos ministros do STF antes do julgamento. Essa fase representa a parte final do andamento do processo.

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Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia na capital federal.

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Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.

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