Agronegócio busca aproximação, mas ainda encontra obstáculos no governo Lula, avalia presidente da FAEMG
Presidente da FAEMG, Antônio de Salvo, afirmou que o setor está disposto a dialogar, mas governo federal se afastou de lideranças do agro

Em meio a várias tentativas do governo do presidente Lula (PT) de se aproximar do agronegócio brasileiro, representantes do setor afirmam que foi a gestão petista que se afastou do agro.
Um dos integrantes do agronegócio que fazem esta leitura é o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG), Antônio de Salvo.
Questionado pela Itatiaia, ele afirma que o setor está disposto a conversar, desde que temas importantes para o setor sejam respeitados.
"Nós não afastamos de ninguém, nós juntamos, nós entregamos comida na mesa de brasileiros, isso não nos afasta, isso nos acolhe. Se eles [governo federal] quiserem aproximar, vamos continuar respeitando a propriedade privada, respeitando os nossos princípios básicos de uma democracia consolidada como é a brasileira", declarou.
[read_too_auto query_format="category" posts_limit="3" posts_origin="politica" title="Leia também"][/read_too_auto]Minas Gerais é um dos fortes representantes do agronegócio brasileiro. No estado, o café é considerado um dos carros chefes. Atualmente, o grão corresponde a 42% de tudo exportado pelo governo mineiro, segundo dados o executivo estadual. Para a reportagem, o presidente da FAEMG classificou o ano como "difícil" para os produtores rurais e, de acordo com ele, grande parte do desafio foi causado pela seca.
"Foi um ano difícil. Tivemos uma seca muito prolongada e sabemos que a cafeicultura é uma cultura perene. Você não planta um pé de café e corta ele no final de 120, 130 dias como é a linha branca, por exemplo. Então nós tivemos muito déficit, muita falta de chuva nos períodos de seca desse ano em que a seca se prolongou por 150 ou 170 dias nas regiões produtores", explicou.
Segundo ele, as definições para o próximo ano ainda são incertas, mas que com o uso da tecnologia talvez seja possível superar as alterações climáticas.
"Sabemos que, certamente, apesar de uma florada muito bonita que tivemos agora, no mês de outubro, nós estamos vendo um baixo índice de vingamento de flor que virou fruto. Então temos que esperar para ter um diagnóstico mais preciso, mas podem ter certeza que com mais tecnologia, mais assistência técnica, mais conhecimento, nós vamos enfrentar essas variações climáticas e vamos continuar avançando", concluiu.
Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.
