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A 'super secretaria' que o governo Zema vai criar com a reforma administrativa

Pasta de Desenvolvimento Econômico, de Fernando Passalio, vai receber novas autarquias e estatais

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O projeto de reforma administrativa enviado pelo governo Zema à Assembleia na semana passada indicou um aumento expressivo de musculatura da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico - considerada, agora, como uma espécie de "super pasta" dentro do governo.

Antes cotada para ser dividida entre duas secretarias e perder expressividade, a pasta comandada pelo secretário Fernando Passalio vai passar a ter como órgãos vinculados, além das estatais e estruturas, a Junta Comercial, a Loteria mineira, a MGI, a MGS e a Companhia de Habitação de MG (Cohab).

"Importante destacar que as estatais que estão vindo para a SEDE continuarão passando por processos robustos na melhoria da governança e gestão. Nos últimos quatro anos tivemos uma melhora expressiva de eficiência e efetividade no atendimento ao cidadão e ainda um aumento nos resultados econômicos dessas empresas.", afirma Passalio.

Atualmente, já são vinculadas à pasta a gestão da Codemig, Codemge, Cemig, Copasa, Copanor, Fapemig, BDMG e Invest Minas.

"A vinda da Junta Comercial, que apresentou excelentes resultados de performance nos últimos anos, será um importante fator no processo de desburocratização, meta prioritária do governo", diz o secretário.

Além das novas autarquias que serão vinculadas à pasta, também será criada uma nova subsecretaria para a gestão de imóveis do Estado. "A vinda da gestão dos imóveis não afetados, dos distritos industriais e da regularização fundiária, também terá um ganho de sinergia, uma vez que ficarão na mesma pasta. A ideia é que os imóveis não usados pelo Estado possam ser cedidos ou vendidos, com seus recursos destinados a áreas essenciais como saúde, educação e segurança.", argumenta o secretário.

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Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. É colunista da Rádio Itatiaia. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.