8 de janeiro: Lula diz que a democracia venceu e chama de 'aloprados' responsáveis por suposto 'plano de golpe'
Governo promoveu para esta quarta-feira (8) um ato que relembra os 2 anos dos ataques de 8 de janeiro

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva promoveu para esta quarta-feira (8) um ato que relembra os 2 anos dos ataques de 8 de janeiro, quando as sedes dos Três Poderes em Brasília foram invadidas e depredadas.
Autoridades participaram de uma solenidade no Salão Nobre do Palácio, que começou com a ministra da Cultura, Margareth Menezes, cantando o Hino Nacional.
A primeira a discursar foi a deputada Maria do Rosário, do PT do Rio Grande do Sul, que é segunda secretária da Câmara dos Deputados e representou a Casa. Ela disse que o evento era importante para reafirmar que o país nunca mais aceitará ditaduras e defendeu que os Três Poderes não podem ser “lenientes” ou esquecer os que tentaram dar um golpe de estado.
- Lula admite ter pensado na morte após queda em banheiro: ‘Médicos estavam horrorizados
- 8 de janeiro: Relógio do século 17 destruído é apresentado no Planalto após restauração
- 8 de janeiro: Com presença de Moraes e a ausência de Pacheco e Zema, Lula faz ato nesta quarta
Na sequência, o primeiro vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do Rêgo, do MDB da Paraíba, declarou que o ato não era partidário e destacou que o 8 de janeiro precisa ser relembrado para ajudar os brasileiros que ainda acreditam que a ditadura é melhor que a democracia.
Discurso de Lula
Em sua fala, Lula lembrou que o suposto plano de golpe de estado envolvia o seu assassinato, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Alexandre de Moraes, e chamou os responsáveis de “aloprados”.
Depois, o presidente relembrou a queda no Palácio da Alvorada e mencionou que os médicos acreditavam que ele morreria ou ficaria em coma.
Lula disse ainda que a democracia venceu, mas que ela é uma obra em construção e só será plena quando as desigualdades sociais forem reduzidas. Ele também cobrou a responsabilização dos envolvidos nos atos, mas com amplo direito de defesa.
Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.



