“Academia do estupro”: investigação expõe rede criminosa de abusos na deep web
Enquanto investigação internacional revela grupos que ensinavam homens a dopar e abusar de mulheres, Assembleia de Minas aprova projeto para ampliar proteção feminina em bares, restaurantes e casas noturnas

Uma investigação da CNN revelou a atuação de uma rede criminosa transnacional na deep web e em aplicativos de mensagens, apelidada de “academia do estupro”. Os grupos seriam usados por homens para compartilhar orientações sobre como dopar, abusar sexualmente, filmar e expor mulheres na internet.
Segundo a reportagem, integrantes da rede trocam técnicas para dopar companheiras, frequentemente com uso de sedativos, para deixá-las inconscientes e facilitar os abusos. Um dos fóruns investigados estaria ligado a um site pornográfico que hospedava mais de 20 mil vídeos de violência sexual e chegou a registrar 62 milhões de acessos em apenas um mês.
Em meio ao debate sobre violência contra a mulher, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou em 1º turno um projeto de lei que prevê medidas obrigatórias de acolhimento e proteção para mulheres em bares, restaurantes e casas noturnas.
O texto determina que os responsáveis pelos estabelecimentos adotem ações para prevenir, identificar e combater situações que atentem contra a liberdade sexual das mulheres, além de oferecer acolhimento às vítimas em situação de risco. A proposta também prevê colaboração com autoridades policiais e órgãos de proteção à mulher durante investigações.
Para debater esses temas, o podcast Observatório Feminino deste domingo (17) recebe Poliana Ribeiro Sales, criadora do método Maria da Lenha; Patrícia Diou; e Aline Neves.
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