Veterinários alertam sobre riscos e cuidados na dieta ‘natural’ de pets
Prática é benéfica, mas especialistas alertam para riscos sem acompanhamento profissional

A chamada ‘alimentação natural’ para cães e gatos tem ganhado espaço entre tutores brasileiros, impulsionada pela busca por uma dieta mais saudável e menos industrializada. Conhecida por usar ingredientes frescos e sem aditivos artificiais, a prática é tida por especialistas como uma alternativa possível, desde que bem planejada e orientada.
“Pequenas incrementações na dieta já são capazes de mudar um quadro clínico, melhorar a qualidade de vida e até prolongar a vida do animal”, diz a médica-veterinária nutróloga Natália Lopes, em entrevista à CNN Brasil.
Esse tipo de alimentação pode contribuir para a saúde geral dos animais, é claro, mas não deve ser adotado de forma improvisada.
“A dieta caseira precisa ser formulada por um veterinário nutricionista para ser realmente balanceada”, explica a Natália.
Isso porque cães e gatos têm dezenas de nutrientes essenciais que precisam estar em equilíbrio, o que muitas vezes exige suplementação. Sem esse cuidado, há risco de deficiências nutricionais que podem levar a problemas de saúde a médio e longo prazo.
Benefícios vão de energia à saúde da pele
Entre os principais efeitos associados à dieta natural estão a melhora da imunidade, aumento da disposição e redução de alergias alimentares, especialmente quando comparada a dietas com aditivos artificiais.
“Pequenas mudanças na dieta já podem auxiliar em problemas de saúde, como questões de pele e flora intestinal”, Lopes.
De acordo com ela, a alimentação natural também permite personalizar a dieta conforme idade, porte e condições clínicas do animal, o que pode ser útil em casos específicos. A principal recomendação é que qualquer mudança alimentar seja feita de forma gradual e com orientação profissional.
Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.



