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Polvo usa cascas de coco como escudo e surpreende cientistas

Comportamento registrado por pesquisadores mostra como um polvo pode carregar pedaços de casca de coco pelo fundo do mar e reuni-los quando precisa se proteger. A descoberta ampliou o conhecimento sobre o uso de ferramentas por animais invertebrados

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Especialistas alertam que a criação do polvo exige um ambiente controlado, cuidados complexos e profundo conhecimento sobre a espécie
Especialistas alertam que a criação do polvo exige um ambiente controlado, cuidados complexos e profundo conhecimento sobre a espécie • Freepik

O polvo já é conhecido por sua capacidade de se camuflar e escapar de situações perigosas. Mas algumas espécies vão além: elas conseguem transportar objetos que podem servir de abrigo quando surge uma ameaça.

Um dos exemplos mais curiosos foi documentado por pesquisadores e publicado na revista científica Current Biology. O estudo descreveu polvos da espécie Amphioctopus marginatus carregando metades de cascas de coco pelo fundo do mar para utilizá-las como proteção quando necessário.

Segundo o artigo, os animais recolhiam as cascas e as transportavam mesmo quando elas não ofereciam proteção imediata. Quando precisavam de abrigo, podiam posicionar as peças juntas para formar uma espécie de esconderijo. O comportamento exigia que os polvos se deslocassem de maneira pouco prática enquanto carregavam os objetos.

A pesquisa, assinada por Julian Finn, Tom Tregenza e Mark Norman, chamou atenção porque o uso de ferramentas é frequentemente associado a habilidades cognitivas complexas. Nesse caso, o animal não apenas aproveitava um objeto encontrado no ambiente, mas também o guardava para uma necessidade futura.

O trabalho pode ser consultado na publicação original, de 2009, disponível no site da revista Current Biology, e no registro científico do PubMed.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

 

 

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