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Miniaturas de animais podem ajudar crianças a aprender e estimular a criatividade

Brincadeiras com réplicas de animais, sons e maquetes podem facilitar a memorização de informações, estimular a percepção espacial e ampliar a aprendizagem infantil, além de favorecer a inclusão de crianças com deficiência visual

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crianca brincando com miniaturas de animais
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Brincar com miniaturas de animais pode ser muito mais do que uma simples diversão para as crianças. O contato com réplicas tridimensionais, especialmente quando combinado a sons e explicações sobre os animais, pode facilitar a compreensão e a retenção de informações sobre a natureza.

Uma experiência realizada na 'Radboud University Nijmegen', nos Países Baixos, envolveu uma maquete de uma savana africana, com miniaturas de animais e estímulos sonoros relacionados aos habitats. Durante a atividade, as crianças puderam tocar e movimentar as peças enquanto ouviam rugidos e informações sobre cada ambiente.

Como as miniaturas ajudam no aprendizado

Um dos principais benefícios está na possibilidade de transformar conceitos abstratos em experiências concretas. Ao segurar uma réplica de um leão ou de um elefante-africano, por exemplo, a criança consegue observar características, formatos, texturas e proporções que podem ser mais difíceis de compreender apenas por meio de imagens.

O movimento das peças também pode contribuir para o desenvolvimento da percepção espacial e da memória. Ao organizar os animais e movimentá-los pela maquete, os estudantes exploram noções de distância, escala e território enquanto aprendem sobre os diferentes seres vivos.

A proposta também estimula a curiosidade. Durante a brincadeira, as crianças podem formular perguntas sobre alimentação, sobrevivência, características dos animais e relações entre diferentes espécies.

Sons e contato físico reforçam a experiência

A combinação de visão, audição e tato é outro ponto destacado na pesquisa. Além de observar as miniaturas, as crianças podem tocar suas formas e texturas e associá-las aos sons dos animais ou do ambiente em que vivem.

Esse contato multissensorial pode facilitar a organização das informações. A exploração tátil também contribui para a coordenação motora fina, enquanto os estímulos sonoros ajudam na identificação das espécies e a movimentação das peças trabalha a percepção espacial.

Crianças com deficiência visual também podem se beneficiar

A pesquisa conduzida pela cientista Suzanne H. Verver avaliou o uso de uma maquete interativa de savana com réplicas de animais e pistas de áudio para analisar a retenção de informações biológicas.

Entre os resultados apresentados, crianças com deficiência visual tiveram ganhos de aprendizagem considerados expressivos com o uso desse tipo de recurso. Os diferentes grupos também conseguiram assimilar informações reais sobre as espécies apresentadas durante a atividade.

Brinquedo sozinho não garante mais criatividade

Apesar dos resultados, existe uma ressalva importante. A pesquisa não permite concluir que simplesmente oferecer miniaturas de animais às crianças seja suficiente para aumentar a criatividade de maneira geral.

O potencial criativo aparece principalmente quando os brinquedos são usados como ferramentas para inventar histórias, criar diálogos, imaginar conflitos e desenvolver diferentes situações. A criança pode, por exemplo, criar uma narrativa envolvendo os animais, modificar o final de uma história ou imaginar como diferentes espécies poderiam conviver em determinado ambiente.

Dessa forma, a brincadeira pode se tornar uma oportunidade para desenvolver também a linguagem e a capacidade de elaborar ideias.

Como pais e professores podem aproveitar a brincadeira

A participação de adultos pode tornar a experiência ainda mais rica. Em vez de apenas entregar as miniaturas, pais e educadores podem fazer perguntas sobre os animais, seus hábitos, a alimentação e o ambiente em que vivem.

Também é possível propor desafios e situações imaginárias para incentivar a criança a observar, comparar e explicar suas próprias ideias. Segundo o conteúdo analisado, essa interação transforma o momento de brincadeira em uma oportunidade de aprendizagem.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

 

 

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