Filhotes de primata criticamente ameaçado nascem no Zoológico de São Paulo
Nascimento inédito de sauins-de-coleira reforça importância de programas de conservação no Brasil

O Zoológico de São Paulo (SP) registrou o nascimento de dois filhotes de sauim-de-coleira, primata considerado criticamente ameaçado de extinção. O caso é visto como um avanço importante para a conservação da espécie, principalmente por se tratar da primeira reprodução registrada no local.
O zoológico integra um programa de manejo coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), voltado à preservação de espécies ameaçadas. Esta é a primeira reprodução do sauim-de-coleira no Zoológico de São Paulo, dentro de um esforço de conservação da espécie.
Espécie é símbolo da Amazônia
O sauim-de-coleira (Saguinus bicolor) é um pequeno primata nativo da região de Manaus (AM) e é conhecido pela pelagem branca ao redor da cabeça, que lembra uma “coleira”, característica que dá origem ao nome popular.
Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza, a espécie está classificada como criticamente ameaçada de extinção, principalmente devido à perda de habitat e à expansão urbana.
Além disso, o animal também consta na lista nacional de espécies ameaçadas do Ministério do Meio Ambiente.
Filhotes passam por fase inicial de desenvolvimento
Nos primeiros meses de vida, os filhotes permanecem sob cuidados intensivos da mãe e do pais, e da equipe técnica. Nos próximos meses, terá início a introdução alimentar e o desenvolvimento da autonomia dos filhotes.
O comportamento da espécie inclui cuidado compartilhado: enquanto a fêmea amamenta, outros membros do grupo ajudam na proteção e no transporte dos filhotes.
Visitação ajuda a conscientizar o público
Os filhotes já podem ser vistos pelo público no zoológico, o que também contribui para a educação ambiental e a conscientização sobre a importância da preservação da fauna brasileira.
Ao unir pesquisa, manejo e educação, o nascimento dos sauins-de-coleira representa não apenas um marco para a instituição, mas também um sinal de esperança para a conservação de espécies ameaçadas no país.
Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.



