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Câncer em pets: tratamento, como lidar e adaptações na rotina

Na prática, o processo começa com o diagnóstico, feito por exames de sangue, urina e imagem, por exemplo

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Cães são bons em identificar emoções humanas
Cães machos não castrados em reprodução ou cães machos não castrados que têm permissão para vagar livremente apresentam maior risco de desenvolver esse problema • Pixabay

Receber o diagnóstico de câncer em um animal de estimação, principalmente aquele que convive com a família há anos, pode ser assustador e provocar medo e dúvida. Mas a boa notícia é que hoje, graças aos avanços da oncologia veterinária, muitas doenças antes consideradas terminais hoje permitem controle, tratamento e até remissão, o que torna o cuidado consciente e informado.

Na prática, o processo começa com o diagnóstico, feito por exames de sangue, urina, imagem (como raios-X e ultrassom), biópsia ou citologia. E com essas ferramentas é possível confirmar o tipo de tumor, o estágio em que ele está e se há metástase.

Com essas informações, o veterinário especializado em oncologia animal formula o plano de tratamento, que pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia ou cuidados paliativos. Em muitos casos, diz Idelvania Nonato, médica veterinária com especialidade em Patologia animal e professora do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário UniBH, a combinação de terapias dá ao pet maiores chances de qualidade de vida e longevidade.

O que muda na rotina e como ajudar o pet

Quando o pet enfrenta o câncer, não é apenas o tratamento que importa, mas também as adaptações no dia-a-dia e apoio emocional. O portal da Petz destaca que, dependendo do tipo de câncer, saúde geral do animal, idade e tratamentos em andamento, as mudanças podem não ser simples.

Elas podem envolver maior número de consultas, exames de controle, adaptações no ambiente e no manejo doméstico. Sem falar do cuidado com quem cuida: o tutor pode enfrentar esgotamento físico e emocional, e o luto pode começar antes de um desfecho final.

Para apoiar o pet nessa jornada, o tutor pode adotar algumas práticas. A Itatiaia listou as essenciais:

- Comunicação aberta com o veterinário: siga o plano indicado, pergunte sobre efeitos colaterais, estilo de vida, alimentação adequada, medicamentos de suporte.

- Garanta locais tranquilos para descanso, ambientes seguros e confortáveis, livres de estresse e estímulos excessivos. E não se esqueça da higiene e conforto pós-cirurgia ou tratamento.

- Considere ajustar a alimentação por meio de uma dieta terapêutica, apoio nutricional, estimulantes de apetite se prescritos.

- Exercício moderado e supervisionados, de forma a respeitar os limites do pet, permitir passeios leves ou atividades seguras, e evitar esforço excessivo.

- Atenção aos sinais do corpo, como perda de apetite, apatia, feridas que não cicatrizam ou mudanças de comportamento.

- Ao se cuidar, lembre-se que se responsabilizar de um pet com câncer é emocionalmente desgastante; reserve pausas, apoio psicológico ou grupos de apoio se necessário.

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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.