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Câncer de pele em cães exige atenção aos primeiros sinais

Manter as unhas do felino bem cuidadas não é apenas uma questão estética; é um aspecto importante para seu conforto e segurança

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O consenso entre órgãos oficiais e profissionais é claro: a vacina contra giárdia não substitui vermifugação, higiene e tratamento adequado, mas pode ser uma ferramenta complementar em contextos específicos • Freepik

O câncer de pele é uma das neoplasias mais frequentes na medicina veterinária e representando até um terço dos tumores diagnosticados em cães. E é por isso que essa condição merece atenção redobrada dos tutores.

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) alerta que os tutores devem observar com atenção qualquer alteração cutânea.

“Cães com pelagem branca e pele despigmentada têm mais risco, principalmente quando vivem em locais de alta incidência solar”, reforça a médica-veterinária Gabriela Paes, em conteúdo institucional do CFMV.

Entre os tumores cutâneos mais comuns estão o mastocitoma (de origem imunológica), o melanoma (originado em células produtoras de pigmento) e o carcinoma de células escamosas (associado à exposição solar).

Os sinais clínicos variam bastante: incluem nódulos, feridas persistentes, verrugas e alterações na coloração da pele.

Um levantamento da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) aponta que o mastocitoma representa cerca de 20% dos tumores de pele em cães.

Já o carcinoma de células escamosas costuma surgir em regiões como focinho, barriga e pontas das orelhas, que são áreas com menor cobertura de pelos e por isso mais expostas ao sol.

De acordo com o Hospital Veterinário da Universidade de São Paulo (USP), a citologia aspirativa é o exame mais utilizado para investigação inicial.

Prevenção, tratamento e cuidados contínuos

O tratamento varia conforme o tipo de tumor, seu estágio e a condição geral do animal. Cirurgias são indicadas, na maioria dos casos, quando o tumor está localizado.

Em situações mais avançadas, recorre-se à quimioterapia ou radioterapia. Imunoterapias também têm se mostrado eficazes, principalmente em melanomas.

A prevenção, embora não elimine todos os riscos, pode reduzir consideravelmente a chance de desenvolvimento da doença. A médica-veterinária Fernanda Fragata, diretora do Hospital Veterinário Sena Madureira, recomenda medidas como:

  • Evitar exposição direta ao sol entre 10h e 16h;
  • Usar protetor solar veterinário em cães de pele clara ou regiões sem pelo;
  • Realizar consultas periódicas ao veterinário para acompanhamento da saúde dermatológica;
  • Observar o corpo do cão em casa e relatar qualquer anormalidade.

Fragata reforça: “Qualquer alteração na pele do animal deve ser levada ao veterinário. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de cura”.

Tutores de raças como Boxer, Dálmata, Bull Terrier, Pitbull e Whippet devem ter atenção redobrada.

Essas raças estão entre as mais suscetíveis, segundo o Instituto Pet Brasil, devido à combinação entre predisposição genética e características fenotípicas, como pouca pigmentação e pelos curtos.

Além disso, a idade também é um fator de risco. Cães idosos apresentam maior propensão ao desenvolvimento de neoplasias devido à diminuição da atividade do sistema imunológico com o tempo.

Isso reforça a importância dos check-ups regulares e do acompanhamento contínuo ao longo da vida do animal.

Com acompanhamento e tratamento adequados, muitos cães vivem por anos com qualidade de vida.

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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.