Cachorro lento e dormindo muito: veja quando o envelhecimento exige cuidados especiais
Cães idosos podem apresentar mudanças no sono, na disposição e na mobilidade, mas nem toda alteração deve ser atribuída à idade. Saiba reconhecer sinais comuns do envelhecimento, identificar possíveis problemas de saúde e descobrir como oferecer mais conforto ao seu melhor amigo

Com o passar dos anos, é natural que o cachorro apresente mudanças no ritmo de vida. Um animal que antes corria pela casa, brincava por horas e acompanhava o tutor em longos passeios pode começar a preferir atividades mais tranquilas.
Mas a idade em que essas mudanças aparecem varia de acordo com o porte, a raça, a genética e as condições de saúde do animal.
Segundo a Faculdade de Medicina Veterinária e Ciências Biomédicas da Universidade Texas A&M, cães de grande porte podem entrar na fase sênior por volta dos 6 ou 7 anos, enquanto alguns cães menores só apresentam características dessa etapa aos 9 ou 10 anos.
A instituição também destaca que problemas como artrite, perda de audição e redução da visão podem aparecer com o envelhecimento.
Seu cachorro está apenas ficando velho ou pode estar sentindo dor?
Um dos sinais que merecem atenção é a dificuldade para se levantar depois de descansar. O cão também pode começar a evitar escadas, apresentar rigidez ao caminhar ou demonstrar menos interesse em atividades que antes adorava.
Essas alterações podem estar relacionadas à osteoartrite, uma doença crônica que afeta as articulações e pode provocar dor e dificuldade de movimentação.
De acordo com o Riney Canine Health Center, ligado à Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Cornell, a osteoartrite é uma condição progressiva que pode comprometer a mobilidade dos cães. A instituição explica que existem estratégias para controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida, embora não exista uma cura definitiva para a doença.
Por isso, não é recomendável considerar a dor ou a dificuldade para caminhar uma consequência inevitável da idade. Uma avaliação veterinária pode identificar o problema e ajudar a definir o tratamento mais adequado.
Mudanças no comportamento também podem ser importantes
Além das alterações físicas, alguns cães idosos passam a dormir em horários diferentes, ficam mais inquietos durante a noite ou parecem confusos em ambientes conhecidos.
Segundo o Riney Canine Health Center, da Universidade Cornell, esses comportamentos podem estar associados à disfunção cognitiva canina, uma condição relacionada ao envelhecimento do cérebro.
Entre os sinais possíveis estão desorientação, mudanças na interação com pessoas e outros animais, alterações no ciclo de sono e perda de hábitos de higiene.
Esses sintomas não confirmam, por si só, um diagnóstico de disfunção cognitiva. Problemas de visão, audição, dor e outras doenças também podem provocar mudanças semelhantes. Por isso, é importante que o veterinário investigue as possíveis causas.
Como deixar a rotina do cachorro idoso mais confortável?
Pequenas adaptações podem facilitar o dia a dia. Uma cama macia, pisos menos escorregadios e o acesso facilitado à água e à comida podem ajudar animais com mobilidade reduzida.
A Universidade Cornell também recomenda manter uma rotina previsível para cães com alterações cognitivas. Horários regulares para refeições e passeios, além da disposição familiar dos móveis, podem facilitar a orientação do animal.
As atividades físicas continuam importantes, mas precisam respeitar as condições individuais. Passeios mais curtos, brincadeiras leves e estímulos adequados podem ajudar a manter o cão ativo sem sobrecarregá-lo.
Também é importante manter o acompanhamento veterinário periódico, com frequência definida de acordo com a idade e as condições de saúde do animal.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



