Belo Horizonte
Itatiaia

5 sinais de que a coceira do seu cão passou do normal: quando levar ao vet

Observar mudanças no comportamento e na pele do pet é uma das principais formas de prevenção

Por
Filhote de cachorro, com pelagem marrom, se coçando
Sintoma comum pode esconder alergias, parasitas e infecções; especialistas alertam para sinais de gravidade • Pixabay

Coçar-se é normal, faz parte do comportamento natural dos cães, mas quando a frequência aumenta ou surgem lesões, o sinal de alerta do tutor deve ser ligado. A coceira excessiva pode indicar desde alergias até infecções de pele mais graves, o que exige avaliação veterinária rápida.

De acordo com o Conselho Federal de Medicina Veterinária, alterações na pele estão entre as queixas mais comuns em clínicas veterinárias e podem ter diferentes causas, como parasitas, fungos, bactérias ou reações alérgicas.

“A avaliação clínica é fundamental para identificar a causa e indicar o tratamento adequado”, orienta o órgão em materiais educativos.

O principal desafio para os tutores é diferenciar a coceira ocasional de um quadro que precisa de atenção. Em entrevista ao portal Petlove, a médica-veterinária Juliana Damasceno explica que a persistência do sintoma é um indicativo importante.

“Quando o animal se coça de forma intensa ou constante, isso já não é considerado normal e deve ser investigado”, afirma.

Além da frequência, outros sinais podem indicar que o problema é mais sério e exige atendimento rápido. A Itatiaia listou cinco sinais de alerta para procurar um veterinário, confira: 

  • Coceira intensa e contínua ao longo do dia
  • Feridas, vermelhidão ou falhas na pelagem
  • Presença de secreção, crostas ou mau cheiro na pele
  • Lambedura excessiva em uma mesma região
  • Mudanças de comportamento, como irritação ou apatia.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia Veterinária, a automedicação pode agravar o quadro e mascarar sintomas importantes. “O uso inadequado de produtos pode piorar lesões e dificultar o diagnóstico correto”, destaca a entidade.

Diagnóstico precoce evita complicações

A coceira persistente pode evoluir para infecções secundárias, principalmente quando o animal se machuca ao tentar aliviar o desconforto. Em alguns casos, doenças como dermatite alérgica, sarna ou infecções bacterianas estão por trás do sintoma.

O acompanhamento veterinário é que vai identificar a causa para começar o tratamento adequado. Quanto mais cedo o problema for investigado, maiores são as chances de recuperação rápida e sem complicações.

Por

Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.