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Peixes encontrados mortos no Rio Itabirito preocupam autoridades

Moradores registram mortandade e presença de espuma no rio; prefeitura e órgãos ambientais investigam causas

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Peixes no leito do Rio Itabirito
Redes Sociais

Na última semana, a morte de peixes no Rio Itabirito gerou mobilização de autoridades ambientais, população local e entidades da sociedade civil. Cascudos foram encontrados mortos e em situação de asfixia, fato registrado por moradores nas redes sociais.

A partir do ocorrido, constatou-se que havia acidez acima do comum no rio, além da falta de oxigênio. Moradores relataram a presença de uma espuma branca incomum no leito e mencionaram que a água estava mais amarelada que o habitual. A Prefeitura de Itabirito informou que a ocorrência foi detectada na quarta-feira, 14 de maio, e que, a partir dessa data, uma força-tarefa foi acionada.

A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, o Saae, o Serviço de Vigilância Ambiental e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Itabirito atuam em conjunto para investigar as causas do episódio.

O setor de licenciamento e fiscalização ambiental também investiga eventuais usos clandestinos ou em desconformidade com as licenças ambientais concedidas.

A Prefeitura mencionou ainda que serão realizados novos sobrevoos com drone e novas coletas de amostras de água, dando continuidade aos trabalhos investigativos.

O secretário de Meio Ambiente de Itabirito, Frederico Leite, declarou à Itatiaia Ouro Preto, na sexta-feira, 16 de maio, que havia falta de oxigênio e que o pH da água já havia sido normalizado.

A Prefeitura de Itabirito recomenda que não se pesque ao longo do rio e reforçou o pedido para que a população evite qualquer uso da água do rio até a divulgação de um parecer técnico.

O Instituto Habitat também se pronunciou. Em nota assinada por sua assessora de comunicação, Joyce Campolina, a instituição manifestou preocupação com o impacto sobre a fauna aquática e terrestre.

“A situação é grave e tem gerado grande apreensão na sociedade, especialmente porque ainda não há uma definição oficial sobre as causas. As informações iniciais da Prefeitura apontam alterações na qualidade da água, como acidez elevada e baixa oxigenação.

No entanto, por meio de diálogo com a Prefeitura, no dia 16 de maio, fomos informados de que os parâmetros físico-químicos da água apresentaram estabilização, o que pode indicar que a alteração seja decorrente de alguma contaminação isolada, cuja causa ainda está sob investigação”, disse.

Ela ainda afirma que o momento exige cautela, transparência e, acima de tudo, monitoramento contínuo.

“Sempre que falamos de desastres ambientais, a primeira medida deve ser a assistência imediata. Precisamos garantir atendimento emergencial à fauna atingida para evitar e minimizar sofrimentos, sequelas ou mortes e, simultaneamente, iniciar a apuração das causas. Nos colocamos à disposição da Secretaria de Meio Ambiente de Itabirito para colaborar no que for necessário.

Diante de um impacto ambiental de proporções significativas, é fundamental reconhecer que os danos não se limitam aos peixes visivelmente atingidos, mas se estendem a toda a fauna silvestre que habita o entorno do curso d’água — como capivaras, anfíbios e outras espécies que dependem diretamente daquele ecossistema para sobreviver.

Por isso, é imprescindível estabelecer uma estrutura contínua de pronta resposta para assistência imediata aos animais, considerando que o tempo é fator determinante para um atendimento rápido e eficaz. Infelizmente, o que tende a se confirmar é a perda irreversível de vidas”, alegou.

A Prefeitura de Itabirito mantém os trabalhos de campo e laboratoriais para esclarecer as causas e definir medidas preventivas.

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Antônia Veloso tem 25 anos, é ouro-pretana e estudante de jornalismo na Universidade Federal de Ouro Preto. Se interessa por diversas temáticas, como jornalismo cultural, jornalismo político e jornalismo econômico.