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Museu da Inconfidência abre espaço para escuta comunitária sobre coleção afro-brasileira em Ouro Preto

Roda de conversa será realizada nos dias 22, 25 e 29 de março

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Imagem de Nossa Senhora Aparecida • Imagem cedida à Itatiaia | Acervo

O Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, abre suas portas para a comunidade entre os dias 22 e 29 de março, com o objetivo de promover uma escuta cultural sobre uma coleção afro-brasileira. Durante esse período, a população poderá conhecer 150 itens que destacam a contribuição histórica e cultural da população negra para o Brasil.

Essa é uma oportunidade para a comunidade de Ouro Preto e região se envolver ativamente na construção da memória cultural da cidade. O Museu quer ouvir as diferentes interpretações e memórias que a população tem sobre esses objetos, criando um espaço para reflexões e diálogos sobre narrativas afro-brasileiras, muitas vezes ausentes nas exposições tradicionais.

Esse processo de escuta faz parte do reposicionamento do Museu da Inconfidência, que busca ampliar a representação de histórias que foram silenciadas ao longo do tempo. A participação de todos é fundamental, e o Museu convida a comunidade a ocupar esse espaço, contribuindo para a preservação e valorização do patrimônio afro-brasileiro.


Acervo Museu da Inconfidência A escuta comunitária será realizada no Anexo do Museu da Inconfidência, na Sala Ataíde, de 22 a 29 de março, das 10h às 13h. A entrada é gratuita e aberta a todos.

Kedson, Capitão da Guarda de Moçambique Nossa Senhora do Rosário e Santa, Diretor de Promoção da Igualdade Racial e portavoz do evento fala mais sobre a iniciativa:

"O Museu da Inconfidência Mineira convida a comunidade para uma roda de conversa sobre a coleção afro-brasileira na Sala Ataíde. A participação é importante para fomentar políticas de igualdade racial. Não perca a oportunidade de conhecer mais sobre nosso patrimônio afro-brasileiro," disse.

O diretor do Museu da Inconfidência, Alex Calheiros, destacou a importância da participação da comunidade na roda de conversa sobre a coleção afro-brasileira. Ele ressaltou o valor das contribuições dos povos negros para a formação de Ouro Preto e Minas Gerais.

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Antônia Veloso tem 25 anos, é ouro-pretana e estudante de jornalismo na Universidade Federal de Ouro Preto. Se interessa por diversas temáticas, como jornalismo cultural, jornalismo político e jornalismo econômico.