Mais de R$ 100 milhões serão destinados a escolas da Bacia do Rio Doce
Acordo assinado em Mariana prevê climatização e energia solar em mais de 600 escolas de Minas Gerais e Espírito Santo

Mais de R$ 100 milhões serão destinados à instalação de sistemas de climatização e energia solar em escolas públicas de municípios da Bacia do Rio Doce. O Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para a implementação do projeto Escolas Resilientes do Rio Doce foi assinado nesta segunda-feira (31), em Mariana.
A iniciativa prevê atender mais de 600 escolas e pelo menos 3 mil salas de aula, alcançando cerca de 100 mil estudantes e profissionais da educação em 49 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo. Os recursos estão relacionados ao Novo Acordo do Rio Doce.
O projeto é resultado de uma parceria entre o Ministério de Minas e Energia (MME) e o Consórcio Público para Defesa e Revitalização da Bacia do Rio Doce (Coridoce), presidido pelo prefeito de Mariana, Juliano Duarte.
Segundo Juliano, os sistemas de geração de energia solar serão instalados junto aos equipamentos de climatização para evitar o aumento dos gastos das escolas com eletricidade.
“A gente vai implantar um projeto denominado Escolas Resilientes, que significa a implantação de ar-condicionado nas escolas municipais, nas escolas estaduais, além de energia solar, para não aumentar o custo de energia das escolas.”
Distribuição entre os municípios
A quantidade de salas de aula contemplada em cada cidade ainda não foi definida. De acordo com o prefeito de Mariana, o Ministério de Minas e Energia ficará responsável por estabelecer essa divisão.
“O Ministério de Minas e Energia, vai fazer a divisão desse recurso em uma tabela, que será apresentada a todos os prefeitos, que vai determinar o número de escolas e o número de salas que serão climatizadas em todos os municípios.”
Juliano também explicou que a assinatura do acordo representa o início do processo para que os recursos sejam direcionados às cidades.
“A assinatura do acordo significa que o recurso que está lá no Governo Federal, agora ele vai ser desburocratizado e vai chegar até aos municípios.”
A seleção das escolas deverá considerar critérios como vulnerabilidade a ondas de calor, temperaturas máximas, condições socioeconômicas e indicadores de aprendizagem. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ficará responsável pela execução operacional do projeto.
Prefeitos da Bacia do Rio Doce participam da assinatura
A cerimônia contou com a presença de prefeitos de diferentes municípios da Bacia do Rio Doce. Além de Juliano Duarte, de Mariana, participaram Rafael França, de Alpercata; Éder Eloi, de Sem-Peixe; Marciny, de Dionísio; Fernando Rolla, de São Domingos do Prata; Ailton da Caixa, de São José do Goiabal; Bruno Morato, de Santana do Paraíso; Efigênia Maria, de Gonzaga; Gustavo Nunes, de Ipatinga; Hamilton Lima, de Marliéria; Giorzane Cremasco, de Itueta; José Pereira (Pezão), de Iapu; Adriano Garcia, de Aimorés; Fábio Luiz, de Fernandes Tourinho; Vitor Prado, de Timóteo; Marcelio Costa, de Bugre; Robertinho Junior, de Sobrália; Danilo Caldarele (Danilo DDD), de São Pedro dos Ferros; Raimundo Alberto (Raimundo da Farmácia), de Rio Casca; Robson Sena, de Naque; e José Flor, de Periquito.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, também participou da cerimônia de assinatura do acordo em Mariana. O Ministério de Minas e Energia é um dos responsáveis pela implementação do projeto e pela definição da distribuição das escolas e salas de aula que serão contempladas nos municípios da Bacia do Rio Doce.


