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Itabirito cria programa de atendimento domiciliar para famílias de pessoas com autismo

Lei prevê suporte humanizado a mães atípicas e cuidadores, com visitas, orientação e acompanhamento multiprofissional

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Projeto de lei prevê teste de autismo obrigatório em crianças com 2 anos | CNN Brasil • Créditos: CNN Brasil

Itabirito instituiu um novo programa voltado ao atendimento domiciliar de mães atípicas, famílias de pessoas com Transtorno do Espectro Autista e outras condições do neurodesenvolvimento. A iniciativa foi criada por meio da Lei nº 4.537 e busca ampliar o suporte a esse público no município.

Chamado de “Cuidar, Acolher e Transformar”, o programa prevê ações como escuta qualificada, acolhimento e orientação às famílias, além de apoio para acesso a direitos e serviços da rede pública de saúde e assistência social.

O público-alvo inclui mães atípicas, pais, responsáveis, cuidadores familiares e também famílias em situação de vulnerabilidade. O atendimento será feito por meio de visitas domiciliares programadas, com acompanhamento técnico, entrega de materiais informativos e encaminhamento para serviços especializados.

A proposta também prevê a realização de rodas de conversa, encontros comunitários e orientação sobre benefícios sociais, com foco na inclusão e na redução da sobrecarga emocional e física dos cuidadores.

De acordo com a lei, o programa poderá contar com uma equipe multiprofissional, formada por assistentes sociais, psicólogos, profissionais da saúde, educadores sociais e agentes comunitários, conforme a estrutura disponível da administração municipal.

Segundo o Ministério da Saúde, o Transtorno do Espectro Autista é caracterizado por alterações no neurodesenvolvimento que afetam comunicação, interação social e comportamento. Apesar de não ter cura, o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado contribuem para o desenvolvimento e a qualidade de vida.

Atualmente, o Sistema Único de Saúde conta com uma rede de atendimento que inclui centros especializados em reabilitação, unidades de atenção psicossocial e equipes multiprofissionais, responsáveis por diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos pacientes.

Em Itabirito, o novo programa pretende atuar de forma complementar a essa rede, aproximando o atendimento das famílias e fortalecendo o vínculo com os serviços públicos.

A avaliação das ações será feita com base em indicadores como número de famílias atendidas, visitas realizadas e nível de satisfação dos usuários.

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Sabrine Varjão é graduanda em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto. Natural de São Paulo (SP), se apaixonou pela comunicação na Região dos Inconfidentes. Suas principais áreas de interesse são política, cultura e esportes.