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Estudantes de Medicina da UFOP denunciam falta de recursos para campos de internato

Alunos denunciam dificuldades de deslocamento para atividades obrigatórias e pedem medidas emergenciais da Universidade

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Irmãos vão poder concluir curso de medicina
Irmãos vão poder concluir curso de medicina  • Imagem ilustrativa Pixabay

Estudantes do curso de Medicina da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) denunciaram a falta de transporte institucional para os campos de internato localizados em regiões afastadas da sede do município. A manifestação foi divulgada pelo Centro Acadêmico Livre de Medicina Márcio Galvão (CALMED-MG), que cobra medidas imediatas da Escola de Medicina e do Colegiado do curso.

Segundo o comunicado, os alunos relatam que há mais de duas semanas solicitam soluções para garantir o deslocamento até os cenários de prática do internato de Medicina de Família e Comunidade (MFC). Entre as localidades citadas estão Bairro Cabanas, Novo Bento, Santa Rita de Ouro Preto, Amarantina e também Itabirito.
De acordo com os estudantes, algumas das regiões indicadas possuem acesso limitado ao transporte público, o que dificulta o cumprimento das atividades curriculares obrigatórias, iniciadas diariamente às 7h.

O CALMED afirma ainda que, após questionamentos feitos pelo corpo discente, foi solicitado o adiamento do sorteio das vagas do 12º período, sob a promessa de que uma solução seria apresentada. No entanto, segundo os alunos, a nova distribuição de vagas ampliou a quantidade de estudantes direcionados para Itabirito, sem que houvesse oferta de transporte institucional ou moradia pela universidade.

Ainda conforme a nota, foi disponibilizado apenas um auxílio moradia considerado insuficiente pelos estudantes para custear despesas reais de habitação no município.
No posicionamento, o centro acadêmico afirma que a ausência de suporte logístico transfere integralmente aos alunos os custos com deslocamento, situação que, segundo a entidade, afeta principalmente estudantes em vulnerabilidade socioeconômica e pode comprometer a permanência no curso.

Os estudantes também alegam que o cenário contribui para a elitização do acesso à formação médica, ao exigir disponibilidade financeira e veículo próprio para realização das atividades práticas.

Entre as reivindicações apresentadas pelo CALMED estão a criação imediata de um plano institucional de transporte para os campos de internato, medidas emergenciais para garantir deslocamento seguro no semestre 2026/2 e políticas de permanência estudantil voltadas aos alunos do curso de Medicina.

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Sabrine Varjão é graduanda em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto. Natural de São Paulo (SP), se apaixonou pela comunicação na Região dos Inconfidentes. Suas principais áreas de interesse são política, cultura e esportes.