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Duas novas exposições temporárias valorizam a cultura negra no Instituto Inhotim

As mostras que destacam a produção artística afro-brasileira estarão em cartaz até setembro de 2024

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Galeria Inhotim
Galeria Inhotim  • Bruna Truocchio

Neste sábado, 23 de setembro, o Instituto Inhotim apresenta duas novas exposições temporárias: "Fazer o Moderno, Construir o Contemporâneo: Rubem Valentim" e "Direito à Forma". Ambas fazem parte do Programa Abdias Nascimento e do Museu de Arte Negra, valorizam a rica diversidade artística que representa a cultura negra.

A exposição "Fazer o Moderno, Construir o Contemporâneo: Rubem Valentim" abrange diversas épocas da produção do artista, desde as pinturas da década de 1950 até os monumentais relevos, objetos e emblemas serigráficos. Além disso, a exposição inclui trabalhos de outros artistas que dialogam com a expressão artística de Rubem Valentim, ampliando os debates propostos.

Já a exposição, "Direito à Forma", é uma mostra coletiva com obras de 30 artistas negros, transitando por videoinstalações, fotografias, pinturas e esculturas. A curadoria de Deri Andrade partiu do pensamento da historiadora Beatriz Nascimento sobre a importância do Oceano Atlântico como conexão com a identidade dos povos negros. A exposição destaca a produção de autoria negra, sem limitar-se apenas a questões ancestrais, ampliando as discussões artísticas.

Com diversidade de artistas e técnicas, ambas as exposições trazem distintas possibilidades da presença negra no campo da arte e contam com a curadoria conjunta entre Lucas Menezes e Deri Andrade, curadores assistentes do Inhotim, e Igor Simões, curador convidado, que falou sobre a importância da arte afro-brasileira.

"Quando a gente fala de arte afro brasileira, a gente está falando da produção e do pensamento e da poética de 57% da população. Então, não é possível pensar uma história da arte no Brasil que não tome como central a produção de artistas negros. Quando a gente pensa em Ouro Preto, aquele lugar é a prova de que nós existimos há séculos pensando e produzindo arte", afirmou Simões.

Fundado em 2006 pelo empresário e colecionador Bernardo Paz, o museu-parque compreende uma área de 140 mil hectares, com um jardim botânico com mais de 4,3 mil espécies vegetais, 23 galerias de exposição e cerca de 700 obras de arte contemporânea.

A parceria com o Instituto Cultural Vale, presidido por Hugo Barreto, dura há mais de 10 anos. O instituto é um dos mais fortes e ativos patrocinadores da área da cultura no Brasil, com importantes apoios à cultura brasileira. Para o presidente do Instituto Cultural Vale, Hugo Barreto, Inhotim é um dos maiores equipamentos culturais no Brasil.

"A gente olha para Inhotim, que já era parceiro como uma das grandes referências que o Brasil oferece para o mundo, numa dimensão de um equipamento cultural, de um equipamento que também traz a vertente ambiental, como um jardim botânico de referência para o mundo e como uma potência social", disse Barreto.

Ambas as exposições podem ser visitadas de quarta a sexta-feira, das 9h30 às 16h30, e aos sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30, no Instituto Inhotim, em Brumadinho. Os ingressos custam R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia). Mais informações estão disponíveis no site inhotim.org.br.

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Bruna Truocchio é repórter da Rádio Itatiaia Ouro Preto e apresentadora do jornal local. Formada em Jornalismo pela Universidade Estácio de Sá, tem pós-graduações em Filosofia e Marketing Digital.