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Dia do Patrimônio reforça a importância de preservar a memória mineira

A preservação não se restringe aos edifícios. Festas, ofícios, músicas, conhecimentos tradicionais e formas de organização comunitária também integram o patrimônio cultural

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Ângelo Oswaldo é prefeito de Ouro Preto e presidente da Associação Estadual das Cidades Históricas de Minas Gerais • Circuito do Ouro

O Dia Nacional do Patrimônio Cultural é celebrado em 17 de agosto, data de nascimento de Rodrigo Melo Franco de Andrade. Nascido em Belo Horizonte, ele teve participação decisiva na criação, em 1937, do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que deu origem ao atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan.

Minas Gerais ocupa posição central na história da preservação brasileira. Em 1980, Ouro Preto tornou-se o primeiro bem cultural do Brasil incluído na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco. Igrejas, casarões, pontes, chafarizes e o traçado urbano registram diferentes períodos da formação econômica, religiosa e social do país.

Mariana também possui um conjunto arquitetônico e urbanístico protegido pelo Iphan. Entre os bens locais está a Catedral Basílica da Sé, que passou por intervenções estruturais, arquitetônicas e artísticas antes de ser entregue restaurada em 2022.

A preservação, porém, não se restringe aos edifícios. Festas, ofícios, músicas, conhecimentos tradicionais e formas de organização comunitária também integram o patrimônio cultural. A data reforça que conservar exige fiscalização e investimentos, além da participação dos moradores, educação patrimonial e uso responsável dos centros históricos.

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Bruna Truocchio é repórter da Rádio Itatiaia Ouro Preto e apresentadora do jornal local. Formada em Jornalismo pela Universidade Estácio de Sá, tem pós-graduações em Filosofia e Marketing Digital.

 

 

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