Cão é atropelado por ônibus em Ouro Preto
Caso levanta críticas sobre omissão, maus-tratos e ausência de políticas públicas para animais de rua

O atropelamento de um cão de rua por um ônibus da empresa Consórcio Rota Real causou indignação neste domingo (2) em Ouro Preto.
O incidente ocorreu na rua da Abolição, no bairro Piedade, e foi registrado por câmeras de segurança, que mostram o momento em que o veículo atinge o animal, que estava deitado na via.
O caso foi denunciado pelo Instituto de Defesa dos Direitos dos Animais (IDDA), ONG que atua há 12 anos na cidade em defesa de cães abandonados. Segundo a entidade, o cachorro atropelado era idoso, apresentava dificuldades de locomoção e recebia cuidados regulares oferecidos por voluntários da instituição.
Tiago Lage, coordenador do instituto Habitat fala sobre o caso.
"Tomamos conhecimento do atropelamento de um cão por um veículo do Consórcio Rota Real, e também por entidades como a ONG IDDA, que atuam na defesa animal na região dos Inconfidentes. Casos como esse não são novos e já ocorreram outras vezes, inclusive envolvendo o mesmo consórcio. A sociedade demonstrou grande incômodo, e seguimos atentos aos desdobramentos".
Tiago também deu dicas do que pode ser feito em casos como este.
"Entre as recomendações estão: capacitação dos motoristas sobre comportamento animal, mapeamento de áreas com risco de atropelamento e criação de uma comissão interna para apuração de casos. Sugere-se ainda parceria com consultorias especializadas e o poder público. Ações rápidas e protocolos de emergência são fundamentais para salvar vidas. Tudo isso visa prevenir acidentes e promover o bem-estar animal".
Após isso, Tiago Lage afirmou à equipe da Itatiaia que se colocou à disposição da empresa Rota Real para construir um ambiente de diálogo para minas ações como esta.
"Reforçamos a importância de olhar com seriedade para a situação dos animais de rua, que enfrentam um problema crônico de abandono. É fundamental uma atuação mais eficaz do poder executivo no controle populacional. Não se trata apenas de resolver um caso pontual, mas de construir um conjunto de ações e ferramentas que, a longo prazo, evitem situações que geram comoção pública, com razão. Sabemos que acidentes acontecem, mas é essencial distinguir entre o que é acidente e o que resulta de omissão, imprudência ou imperícia".
Laura Gorino é mineira e jornalista formada pela UFOP. Atualmente como repórter multimídia na Itatiaia, com passagem prévia pela filial da rádio em Ouro Preto.



