Autocoleta do HPV como alternativa ao Exame de Papanicolau
Professora da Universidade Federal de Ouro Preto discute os benefícios e desafios dessa inovação na saúde pública brasileira

O método já é utilizado em diversos países e vem sendo desenvolvido e testado no Brasil há algum tempo, juntamente com outros cinco polos: Minas, Manaus, Natal, Goiânia e Maringá, com a coordenação do projeto pela professora Márcia Consolaro, da Universidade Estadual de Maringá (UEM).
Claudia menciona que a autocoleta surge como uma solução para alcançar um maior número de mulheres, especialmente aquelas que enfrentam resistência ou dificuldade de acesso à coleta do exame de Papanicolau de forma convencional.
“Muitas mulheres têm menos acesso aos serviços de saúde, talvez por onde elas moram. Por exemplo, parte da população ribeirinha, mulheres que moram nas zonas rurais ou mesmo homens trans. Então, agregar a tecnologia da autocoleta, que é precisa, podemos alcançar essa população, principalmente entre 25 e 64 anos”, contextualiza Cláudia.
Até o momento, a equipe de pesquisa está em fase de busca ativa das mulheres para participação no estudo, e ainda não foram realizadas comparações entre os resultados da autocoleta e do exame de Papanicolau. As unidades básicas de saúde envolvidas no projeto realizam tanto a coleta tradicional de Papanicolau quanto a autocoleta.
A expectativa é de que essa nova abordagem possa representar um avanço significativo na saúde pública brasileira.
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Matheus Renovato, natural de Belo Horizonte, é repórter multimídia da Itatiaia Ouro Preto, onde está desde 2023. Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto, possui experiência prévia na Rádio UFOP. Seu interesse profissional concentra-se especialmente nas áreas de jornalismo político, cultural e esportivo.



