11 anos do rompimento de Fundão são marcados por atos de memória e cobrança por reparação
Programação em Mariana inclui homenagens às vítimas e manifestações de atingidos; atividades seguem durante novembro em cidades da região e em Belo Horizonte

Os 11 anos do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, são marcados por atos de memória e reivindicações das comunidades atingidas. A tragédia, que ocorreu em 5 de novembro de 2015, provocou a morte de 19 pessoas, destruiu comunidades e deixou impactos na vida de milhares de moradores da bacia do Rio Doce.
A programação desta quinta-feira, 5 de novembro, começa às 10 horas, com um momento solene no território original de Bento Rodrigues. A atividade é organizada pela Comissão de Atingidos e Atingidas pela Barragem de Fundão e reúne integrantes das comunidades afetadas pelo rompimento.
Às 16 horas, a Praça Gomes Freire, no Centro de Mariana, recebe o ato Toque da Sirene, organizado pelo jornal A Sirene. A atividade integra a programação de memória do desastre e mantém em pauta as reivindicações das pessoas atingidas.
Entre as demandas apresentadas pelas comunidades estão a ampliação da participação dos atingidos nas decisões sobre o processo de reparação e a continuidade do acompanhamento técnico independente. As reivindicações foram destacadas pela Cáritas Minas Gerais, entidade que presta assessoria às comunidades atingidas.
As atividades relacionadas aos 11 anos do desastre continuam durante o mês de novembro, com programação em Mariana, Ouro Preto e Belo Horizonte. No sábado, 7 de novembro, às 8 horas, o reassentamento de Paracatu de Baixo recebe a exposição fotográfica “Paracatu não esquece: da memória à luta”.
A barragem de Fundão, pertencente à mineradora Samarco, se rompeu em 5 de novembro de 2015. O desastre liberou cerca de 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração. A lama atingiu comunidades de Mariana, entre elas Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, e percorreu a bacia do Rio Doce até chegar ao litoral do Espírito Santo.
O rompimento provocou a morte de 19 pessoas e destruiu moradias, estruturas comunitárias e áreas de atividade econômica. Os rejeitos também causaram danos ambientais, comprometeram o abastecimento de água e afetaram o sustento de milhares de pessoas.
Matheus Renovato, natural de Belo Horizonte, é repórter multimídia da Itatiaia Ouro Preto, onde está desde 2023. Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto, possui experiência prévia na Rádio UFOP. Seu interesse profissional concentra-se especialmente nas áreas de jornalismo político, cultural e esportivo.



