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MC Poze do Rodo se declara sem facção e é transferido de presídio

Ao ser preso pela Polícia Civil em 2025, cantor afirmou se identificar com o Comando Vermelho, mas mudou a declaração

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MC Poze do Rodo • Reprodução | Redes Sociais

O cantor MC Poze do Rodo foi transferido de presídio após se autodeclarar neutro, sem vínculo com facções criminosas. Inicialmente preso no Complexo de Gericinó, em Bangu 1, o artista havia afirmado pertencer ao Comando Vermelho, mas voltou atrás e mudou sua versão. Agora, ele está no Presídio Joaquim Ferreira de Souza, anexo de Bangu 8.

Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Penal informou que a transferência ocorreu na manhã desta quarta-feira (22/4), após a nova autodeclaração.

No início, Poze foi encaminhado para Bangu 1 justamente por declarar ligação ativa com o Comando Vermelho. Com a mudança de posicionamento, passou a ser mantido em uma ala de segurança máxima, separada de detentos ligados a facções.

Após reclamações da defesa, a transferência foi efetivada, e o cantor deve permanecer no Presídio Joaquim Ferreira de Souza, que integra o complexo conhecido como Bangu 8, anexo da Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira.

A prisão de Poze do Rodo

Foram presos, durante a manhã da última quarta-feira (15), pela Polícia Federal (PF), os MCs Poze do Rodo e Ryan SP, durante uma operação contra um esquema de lavagem de dinheiro e transações ilegais avaliadas em mais de R$ 1,6 bilhão, no Rio de Janeiro. Os artistas estão entre os alvos de uma operação da PF que acontece em vários estados do Brasil para apurar lavagem de dinheiro por meio de criptomoedas.

Ainda conforme a PF, o cantor carioca foi preso dentro da própria casa, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da capital fluminense. Dois carros de luxo que estavam na residência também foram apreendidos. Já Ryan SP, foi preso durante uma festa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga. Também é alvo da operação o MC Chrys Dias, de São Paulo.

A ação contou com o apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo, e decorre de desdobramentos de apurações anteriores que identificaram a atuação do grupo em esquemas de lavagem de capitais.

Segundo as investigações, os envolvidos usavam um sistema estruturado para ocultação e dissimulação de valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de numerário em espécie e transações com criptomoedas, frequentemente associadas a atividades empresariais e artísticas.

Ao todo, 200 policiais federais cumprem 90 mandados de busca e apreensão e de prisão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Pernambuco, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal.

Conforme a PF, os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

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Maria Luíza Mendes é estagiária do portal Itatiaia e estudante de jornalismo na PUC Minas. Apaixonada por esportes e entretenimento, Maria possui experiência anteriores em outros portais online e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.

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Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.