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Mais de 300 kg de moedas e outros itens são retirados das Cataratas do Iguaçu

A operação é realizada periodicamente e depende de condições específicas de segurança

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Homem segura moedas enferrujadas com as mãos. No fundo, as Cataratas do Iguaçu
Mais de 300 quilos de moedas foram retirados do rio • Urbia Cataratas (Eagle Eye Company)

O Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, realizou uma operação de limpeza nas áreas próximas às Cataratas do Iguaçu, com foco na retirada de moedas acumuladas no leito do Rio Iguaçu. Participaram da ação representantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da concessionária Urbia+Cataratas, do Corpo de Bombeiros do estado e voluntários.

Ao todo, foram coletados 383 quilos de moedas, além de itens pessoais dos visitantes, como óculos, garrafas, bonés e outros pertences.

Os principais riscos ambientais da prática de jogar moedas nas cachoeiras estão relacionados ao acúmulo desses materiais ao longo do tempo e seus efeitos sobre o ecossistema aquático.

 

“Jogar moedas nas Cataratas do Iguaçu, por mais que seja uma crença para muitas pessoas ao fazer um pedido, é proibido no parque e representa um risco para o meio ambiente. Os metais contidos nas moedas podem contaminar a água e afetar a fauna aquática”, explica André Franzini, gerente de sustentabilidade da Urbia+Cataratas.

A retirada de moedas e outros resíduos metálicos é considerada fundamental para a preservação do Patrimônio Mundial Natural e para a manutenção do equilíbrio ambiental das Cataratas do Iguaçu.

A operação é realizada periodicamente e depende de condições específicas de segurança, como a estabilidade no nível do Rio Iguaçu, com vazão entre 400 e 500 metros cúbicos por segundo (m³/s), que permite o acesso às áreas de acúmulo de resíduos. Geralmente, os trabalhos são realizados antes do início da visitação diária e mobilizam equipes especializadas, com treinamento específico para atuação em áreas de acesso restrito e de elevado risco.

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Pablo Paixão é graduado em Jornalismo, pela UFMG, e em Cinema e Audiovisual, pelo Centro Universitário UNA BH. Tem experiência em diferentes áreas da comunicação e marketing. Com passagem pela TV UFMG, na Itatiaia atuou inicialmente nas editorias de Entretenimento, Cultura e Minas Gerais. Atualmente, colabora com as editorias Pop e Carnaval.