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Igor Thiago carrega esperança da titularidade para ser o 5º centroavante diferente do Brasil

A partir de 2010, na África do Sul, a Seleção nunca repetiu um centroavante titular

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Coluna do Alexandre Simões
Coluna do Alexandre Simões • Itatiaia

Único centroavante de ofício na lista de Carlo Ancelotti, Igor Thiago, de 25 anos, que com 22 gols marcados pelo Brentford foi o vice-artilheiro da última edição da Premier League, principal competição nacional do mundo, revelou nesta quarta-feira (3) toda sua expectativa por ganhar espaço na Seleção Brasileira no decorrer da Copa de 2026. Sua tarefa não é fácil, pois desde a aposentadoria de Ronaldo, que jogou o Mundial pela última vez em 2006, na Alemanha, os chamados Homens-gol da equipe canarinho não têm se caracterizado por bolas nas redes adversárias.

A Copa que se inicia em uma semana será a sétima deste século. Nas duas primeiras, o Brasil teve Ronaldo como o centroavante e ele marcou 11 gols nas 12 partidas disputadas, média de 0,92, sendo artilheiro em 2002, com oito gols.

A partir de 2010, na África do Sul, a Seleção nunca repetiu um centroavante titular. Aliás, dos dez jogadores da posição que entraram em campo nas últimas quatro edições de Copas, apenas um foi a dois torneios, Gabriel Jesus, do Arsenal, da Inglaterra, que disputou oito partidas somando suas participações em 2018, na Rússia, e 2022, no Catar, quando foi reserva. O detalhe é que ele não marcou nenhum gol e ficou mais marcado pela capacidade de recomposição defensiva que pela bola na rede adversária.

Nos 22 jogos disputados pelo Brasil entre 2006 e 2022, foram apenas oito gols de centroavante, média de um a cada três partidas, muito diferente da alcançada por Ronaldo em 2002 e 2006, de um gol a cada jogo.

O Brasil marcou 36 gols, e os oito dos centroavantes representam 22% desse total, o que representa um a cada cinco partidas.

Dos dez centroavantes da Seleção nas últimas quatro Copas, o melhor desempenho foi de Richarlison, do Tottenham, da Inglaterra, que inclusive está na lista larga de 55 nomes de Ancelotti, em 2022, no Catar. Ele marcou três vezes em quatro jogos, média de 0,75.

O atacante revelado no América fez parte do início da Era Ancelotti, até pelo fato de os dois terem trabalhados juntos no clube inglês, mas perdeu espaço e ficou fora da lista final.

Luís Fabiano, na época jogador do Sevilla, da Espanha, também marcou três vezes em 2010, na África do Sul, mas em cinco partidas, média de 0,60.

Esperança

"Você nunca tem uma certeza de nada quando se está na Seleção, ainda mais quando se tem jogadores de qualidade, como se tem na posição. A gente fica na expectativa positiva de saber que pode acontecer, mas fiquei muito feliz de ser um dos escolhidos entre os 26, de poder estar aqui. Acho que fiz alguma coisa que ele gostou. Agora é continuar na evolução e no trabalho para dar essa alegria para nós”.

A declaração de Igor Thiago nesta quarta-feira em Newark, Nova Jersey, é carregada de esperança de conquistar uma posição que não é dele neste momento, apesar de ser o único centroavante de ofício da Seleção, após vencer uma disputa principalmente com João Pedro, do Chelsea, da Inglaterra, e Pedro, do Flamengo.

Se conseguir convencer Carlo Ancelotti de que merece a titularidade, Igor Thiago terá como desafio que um centroavante brilhe novamente em Mundiais.

Os centroavantes da Seleção entre 2010 e 2022

  • 2010 – Luís Fabiano – 3 gols – 5 jogos – 0,60
  • 2010 – Nilmar – 0 gol - 2 jogos – 0
  • 2010 – Grafite – 0 gol – 1 jogo – 0
  • 2014 – Fred – 1 gol – 6 jogos – 0,16
  • 2014 – Jô – 0 gol – 2 jogos – 0
  • 2018 – Gabriel Jesus – 0 gol – 5 jogos – 0
  • 2018 – Roberto Firmino – 1 gol – 4 jogos – 0,25
  • 2022 – Richarlison – 3 gols – 4 jogos – 0,75
  • 2022 – Gabriel Jesus – 0 gol – 3 jogos – 0
  • 2022 – Pedro – 0 gol – 2 jogos – 0
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Alexandre Simões é coordenador do Departamento de Esportes da Itatiaia e uma enciclopédia viva do futebol brasileiro