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Entenda por que a Meta vai demitir oito mil funcionários, 10% do seu quadro de pessoal

Diretora de recursos humanos da companhia, Janelle Gale, justificou a decisão em nota interna

Threads garantiu aumento no preço das ações da Meta
Imagem meramente ilustrativa • Justin Sullivan/Getty Images via AFP

Em um novo movimento de reestruturação focado em eficiência operacional, a Meta anunciou internamente nesta quinta-feira (23) o desligamento de 8 mil funcionários. O corte representa aproximadamente 10% de sua força de trabalho total e é acompanhado pela eliminação de 6 mil vagas remanescentes que ainda não haviam sido preenchidas, conforme informações obtidas pela AFP junto a uma fonte próxima ao caso.

A diretora de recursos humanos da companhia, Janelle Gale, justificou a decisão em nota interna como parte de uma estratégia para gerir o grupo com maior eficácia e compensar os vultosos investimentos destinados ao desenvolvimento da inteligência artificial (IA). A medida ocorre após um período de expansão, visto que, entre o final de 2023 e o encerramento de 2025, o quadro de colaboradores havia saltado em mais de 11 mil pessoas, alcançando a marca de 78.865 funcionários em dezembro, segundo registros da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos.

Esta nova redução sucede outras duas grandes ondas de cortes iniciadas pela controladora do Facebook e Instagram: a primeira em 2022, com 11 mil demissões, e a segunda em março de 2023, que extinguiu outros 10 mil postos. Embora a IA não tenha sido citada formalmente como o motivo direto desta quinta-feira, o CEO Mark Zuckerberg já havia sinalizado em janeiro que a tecnologia permite uma estrutura mais enxuta, afirmando que projetos antes dependentes de grandes times agora podem ser executados por uma única pessoa altamente qualificada, o que fundamenta a aposta em contribuições individuais e equipes reduzidas.

Paralelamente à diminuição do pessoal, a gigante de Menlo Park direciona somas colossais para a infraestrutura tecnológica. A Meta planeja investir entre 115 bilhões e 135 bilhões de dólares (cerca de R$ 570 bilhões a R$ 670 bilhões) em 2026, com foco em chips e centros de dados. Reforçando essa ambição, a empresa firmou no fim de fevereiro um acordo de pelo menos 60 bilhões de dólares (R$ 297 bilhões) com a AMD para a aquisição de milhões de chips essenciais para sustentar seus avanços em inteligência artificial.

Com informações de AFP