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Votos nas eleições presidenciais da Venezuela estão em apuração e oposição quer vigiar processo

Oposição pediu aos eleitores que fiquem nos locais de votação para fiscalizar e vigiar a apuração

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Após o encerramento das eleições presidenciais deste domingo (28) na Venezuela, a líder opositora María Corina Machado pediu aos apoiadores que permaneçam nos centros de votação para vigiar a apuração da eleição presidencial.

María Corina e Edmundo Gonzáles Urrutia, que é o candidato de oposição na Venezuela, fizeram pronunciamento após o fechamento das urnas, que estava programado para as 18h no horário de Caracas (19h de Brasília).

"Queremos pedir a todos os venezuelanos que fiquem em seus centros de votação, que estejam lá em vigília. Lutamos todos esses anos para este dia, esses são os minutos cruciais", disse María Corina Machado ao lado de González Urrutia, que se declarou "mais do que satisfeito com a jornada".

Os dois também pediram aos eleitores que cobrem as atas das seções de votação.

Tensão

O processo eleitoral no país foi cercado de tensões. Nicolás Maduro, presidente da Venezuela que tenta se reeleger, chegou a dizer que haveria 'banho de sangue' no país caso ele não vencesse. Após o impedimento de María Corina para disputar as eleições e indicação do novo candidato, os opositores se mobilizaram para ter fiscais para acompanhar as eleições.

Neste domingo, ao votar, Maduro garantiu que vai respeitar os resultados das eleições.

Segundo analistas ouvidos pela CNN Brasil, os resultados devem ser conhecidos na noite deste domingo (28) ou madrugada do dia 29, segunda, quando deve ser divulgado o nome do novo presidente.

Estados Unidos

A organização das eleições é resultado de um acordo entre governo e oposição promovido pelos Estados Unidos. Para estimular as eleições, Washington flexibilizou as sanções que impôs ao país em 2019, depois que não reconheceu a reeleição de Maduro um ano antes por suspeitas de fraude.

O secretário de Estado americano, Antony Blinken, fez um apelo em Tóquio para que o “processo democrático” seja respeitado. “O povo venezuelano merece uma eleição que reflita realmente sua vontade”, afirmou.

Brasil

O governo brasileiro chegou a anunciar o envio de observadores independentes à eleição na Venezuela. Porém, após Maduro criticar o sistema eleitoral brasileiro e dizer - sem provas - que as urnas brasileiras não são auditáveis e ser desmentido pelo Tribunal Superior Eleitoral brasileiro, o TSE suspendeu o envio dos observadores.

Celso Amorim, ex-chanceler brasileiro e atual assessor especial da Presidência da República, está no país acompanhando o pleito. Neste sábado, ele se reuniu com o chanceler de Nicolás Maduro.

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Coordenadora de jornalismo digital na Itatiaia. Jornalista formada pela UFMG, com mestrado profissional em comunicação digital e estratégias de comunicação na Sorbonne, em Paris. Anteriormente foi Chefe de Reportagem na Globo em Minas e produtora dos jornais exibidos em rede nacional.

 

 

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