Veja o que se sabe sobre brasileira que matou filha de 4 anos e atirou em si mesma após perder a guarda nos EUA
Cibelle Savella soube horas antes que a filha passaria a morar com o pai; decisão judicial também limitava os encontros entre as duas e impedia que ela falasse em português com a criança

Uma brasileira de 35 anos é suspeita de assassinar a filha de 4 anos e depois tirar a própria vida em Houston, no Texas, no sul dos Estados Unidos. O caso aconteceu na última terça-feira (29), horas depois de Cibelle Savella ter sido informada que havia perdido uma disputa judicial pela guarda da criança, que passaria a viver com o pai, o americano Aaron Savella.
De acordo com o jornal local Houston Chronicle, a menina, Vivian, deveria retornar para a casa do pai na noite do crime, o que não aconteceu. Ao chegar na residência de Cibelle, a polícia encontrou a criança morta e a mãe baleada. Ela chegou a ser levada para um hospital, mas morreu no dia seguinte.
O companheiro de Cibelle, Greg Kubala, e uma babá também estavam presentes na residência quando ouviram os disparos, um pouco antes das 18h. Nenhum dos dois ficou ferido.
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Mãe havia perdido a guarda da criança
Segundo a edição americana do jornal britânico The Mirror, poucas horas antes do ocorrido, um juiz havia determinado que a menina passaria a viver sob a guarda do pai, Aaron Savella, encerrando uma disputa judicial iniciada após a separação do casal, em 2022.
Além da custódia, Aaron também teria recebido autoridade exclusiva para decidir sobre a educação, os cuidados médicos e o acompanhamento de saúde mental da menina.
A decisão também determinava que Cibelle só poderia falar em português com a menina na presença de um supervisor que compreendesse o idioma, além de ser obrigada a pagar uma pensão e custear metade das despesas médicas da criança.
Segundo os advogados do pai de Vivian, ele aguardava a transferência da guarda após a determinação judicial.
"Aaron fez tudo o que a lei exige de um pai que tenta proteger sua filha. Confiou nos tribunais, cumpriu todas as decisões e esperou o processo seguir seu curso", disseram os representantes em entrevista ao The Mirror.
Ainda de acordo com a defesa, Aaron está devastado com a perda da filha.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atuou na Rádio UFMG Educativa e em empresas de marketing, com experiência em produção de conteúdo, SEO e redação Atualmente, escreve, em colaboração com a Itatiaia, nas editorias de entretenimento e variedades.



