Veja o momento que avião da Latam arrasta cauda pela pista em aeroporto de Milão
Vídeo mostra que impacto causou um rastro de poeira atrás da aeronave; avião chegou a levantar voo, mas teve que retornar ao aeroporto por segurança

Passageiros do voo LA 8073 da Latam, que ia de Milão, na Itália, com destino a São Paulo, passaram por um susto na última terça-feira (9). Na hora da decolagem, a cauda da aeronave foi arrastada pela pista do aeroporto de Malpensa, em Milão. O avião chegou a levantar voo, mas teve que retornar em seguida.
O vídeo do momento do incidente circula pelas redes sociais. Nas imagens é possível ver o momento que o avião se prepara para a decolagem. Porém, ele está mais inclinado que o normal, batendo a cauda no chão, em uma ocorrência conhecida como "tail strike". O impacto chega a levantar um rastro de poeira atrás da aeronave.
O que é Tail Stike?
O coordenador dos cursos de aviação do Centro Universitário Una, Kerley Oliveira, explica que o "Tail Strike", também conhecido como choque de cauda, é uma situação rara, mas mais comum de acontecer durante as decolagens, mas também podem ocorrer durante os pousos.
“Ele acontece quando, às vezes, o piloto exagera no ângulo de ataque [posicionamento necessário para o avião levantar voo], se ele elevar muito ele pode tocar a cauda lá trás”, esclarece.
Segundo Oliveira, outro fator que pode causar o choque de cauda é o desbalanceamento da aeronave. “Em alguns casos, quando a distribuição do peso interno da aeronave, dos passageiros, do combustível e da carga, joga o centro de gravidade do avião para trás. Nesse caso, mesmo que o piloto tenha atingido o ângulo certo para decolagem, o avião é jogado para trás”, pontua.
O professor ainda comenta que, no caso do voo da Latam, a companhia aérea fez o correto em retornar a aeronave ao aeroporto de origem. Segundo ele, em situações como essa é preciso entender se o choque da cauda na pista causou algum dano estrutural à aeronave.
"[O impacto] pode ter danificado alguma superfície de controle de voo da aeronave, e isso poderia levar a uma situação mais crítica durante o voo. Por isso, o correto é abortar a decolagem, caso ainda tenha condições. Nesse caso, não tinha como abortar e o piloto decolou, mas voltou ao aeródromo para fazer essa análise e tirar realmente todas as dúvidas com relação à estrutura da aeronave. Pode ter sido só um arranhão ou quebrado alguma parte da aeronave. Só uma inspeção vai dizer", disse.
Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.
Ana Luisa Sales é jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente, escreve para as editorias de cidades, saúde e entretenimento



