Variante do coronavírus é 100% mortal em camundongos, aponta estudo da China
Cientistas da Universidade de Pequim identificaram um vírus semelhante ao SARS-CoV-2 com potencial de infectar humanos

Cientistas chineses realizaram experimento com uma cepa variante do coronavírus que é 100% letal em camundongos, de acordo com o jornal britânico Daily Mail.
Os sintomas relatados incluíam olhos completamente brancos, rápida perda de peso e fadiga extrema. O período de tempo entre a infecção e a morte é quase a metade do observado com a Covid-19.
A clonagem envolve a replicação do material genético do vírus em um ambiente controlado, como um laboratório.
Os pangolins são mamíferos nativos da África e da Ásia, parecido com o tatu-bola encontrado no Brasil.
A espécie foi identificada como o possível hospedeiro intermediário do vírus semelhante ao coronavírus, mas a origem ainda não foi definitivamente confirmada.
A presença do vírus parecido com o SARS-CoV-2, responsável pela COVID-19, em pangolins, não necessariamente indica uma mutação do coronavírus.
A descoberta sugere uma relação genética entre o novo vírus e a Covid-19, que pode estar relacionada a um ancestral em comum.
Muitos vírus têm origem em animais selvagens, e os morcegos são conhecidos como reservatórios naturais de vários coronavírus - mas ainda não foi cientificamente confirmado como a origem do SARS-CoV-2.
Risco de infecção humana
Para o experimento, os camundongos, usados como cobaias, foram geneticamente modificados para avaliar o risco da infecção em seres humanos.
Os resultados surpreenderam os pesquisadores: todos os roedores infectados com o patógeno morreram em um curto período de oito dias, de acordo com o Daily Mail.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tempo médio entre a infecção pelo coronavírus e a morte é de 15 dias. Ou seja, a variante pode matar com, praticamente, metade do tempo da Covid-19.
Foram encontrados níveis elevados de carga viral nos cérebros e nos olhos dos camundongos, sugerindo que o vírus se espalha pelo corpo de uma maneira diferente do coronavírus.
Os sintomas relatados incluíam olhos completamente brancos, rápida perda de peso e fadiga extrema - indicando complicações graves decorrentes da infecção no nosso organismo.
O artigo científico chines, que ainda não foi publicado, alerta para o risco de transmissão da mutação “GX P2V” em humanos. Os cobaias receberam proteínas humanas para avaliar o potencial risco de infecção.
Alertas sobre o risco de propagação de vírus são comuns em estudos científicos, especialmente quando se descobre uma variante que apresenta alta taxa de letalidade em experimentos com animais.
O objetivo é chamar a atenção para a importância de compreender a natureza do vírus, suas características de transmissão e os potenciais riscos à saúde pública.
Ainda não há informações específicas se o GX_P2V tem potencial de infectar humanos através dos pangolins e causar uma nova pandemia.
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Formado em Jornalismo pela UFMG, com passagens pelo jornal Estado de Minas/Portal Uai. Hoje, é repórter multimídia da Itatiaia.


