União Europeia destina a Ucrânia 60 bilhões de euros para gastos militares
Presidente afirmou que a verba deve ter “um retorno de investimento, criando emprego e desenvolvendo a investigação e o desenvolvimento” que o bloco precisa

A Ucrânia poderá gastar 60 bilhões de euros (R$ 376 bilhões), dos 90 bilhões de euros emprestados pela União Europeia. O dinheiro será destinado para reforçar as capacidades militares do país em 2026 e 2027. O anúncio foi feito pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nesta quarta-feira (14).
"Com 60 bilhões de euros de ajuda militar, a Ucrânia pode resistir à Rússia e, ao mesmo tempo, integrar-se mais estreitamente na base industrial de defesa europeia", assegurou a dirigente alemã.
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Von der Leyen também explicou que estas verbas devem ter "um retorno de investimento, criando emprego e desenvolvendo a investigação e o desenvolvimento de que precisamos. Para nós, trata-se de muito dinheiro. São milhares e milhares de milhões investidos", disse.
Países da União Europeia insistiram para que os fundos sejam destinados prioritariamente à indústria de defesa do bloco, condição que foi questionada pela Ucrânia e outras nações, preocupados com a eficácia no momento em que os Estados Unidos cobrem grande parte das necessidades militares ucranianas.
Os 30 bilhões restantes do empréstimo europeu serão utilizados por Kiev para necessidades orçamentais, sob condições de reformas ligadas ao reforço do Estado de direito ou ao combate à corrupção, detalhou a Comissão Europeia.
Os primeiros desembolsos deverão ocorrer a partir de abril, segundo Von der Leyen.
Guerra na Ucrânia
A invasão russa começou em fevereiro de 2022. Na época, Vladimir Putin decretou a anexação das regiões de Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.
Desde o início da guerra, milhares de soldados morreram na linha de frente. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 14,3 mil civis já morreram e 3,5 mil ficaram feridos desde o início da guerra, incluindo 3 mil crianças.
Os Estados Unidos têm sido o intermediador na negociação de um acordo entre as partes no pior conflito da Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Em novembro, Donald Trump, elaborou um plano com 27 tópicos para finalizar a guerra na Ucrânia.
Entre as condições, estaria a entrega das regiões de Donetsk e Lohansk à Rússia. As duas regiões do leste ucraniano são reivindicadas por Moscou, assim como a Crimeia, anexada pela Rússia em 2014 e são “reconhecidas de fato como russas, inclusive pelos Estados Unidos”, dizia o projeto.
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Em dezembro de 2025, Zelensky apresentou uma nova versão do plano norte-americano, que foi reformulado após as negociações com Kiev em relação ao texto original.
O novo documento de 20 pontos propõe um congelamento no front sem oferecer uma solução imediata às questões territoriais e abandona duas exigências de Moscou: a retirada das tropas ucranianas da região do Donbass e um compromisso juridicamente vinculativo da Ucrânia de não ingressar na Otan.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



