Presidente Donald Trump acusa China de 'maior fraude eleitoral' nos EUA
Declaração foi feita em um discurso nesta quinta-feira (16), reiterando parcialmente um relatório de inteligência de 2021

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou diretamente a China de ser responsável pelo que classificou como "o maior comprometimento de dados eleitorais da história" durante a eleição presidencial americana de 2020. A declaração foi feita em um discurso à nação nesta quinta-feira (16), quando Trump reiterou, em grande parte, a conclusão de um relatório de inteligência desclassificado em 2021.
No discurso, Trump afirmou que a China obteve ilegalmente registros de 220 milhões de eleitores americanos, incluindo nomes, informações de contato, preferências partidárias e "outros dados sensíveis", e descreveu a violação como um "pesadelo sem precedentes para a segurança eleitoral". O tema da fraude eleitoral nos Estados Unidos tem sido recorrente nas falas do presidente.
Trump também sugeriu que a China trabalhou para "minar meu primeiro governo e nossa campanha de 2020", além de tentar influenciar as eleições de meio de mandato de 2018, quando os Democratas conquistaram o controle da Câmara dos Representantes.
Ele ainda acusou a China de utilizar contatos com empresas americanas para fazê-las se voltar "contra" ele e para "identificar jornalistas americanos para que escrevessem mais artigos negativos a seu respeito". Essa visão contrasta com a declaração anterior de Trump de que os Estados Unidos querem ajudar a China.
Agências de inteligência dos EUA, no entanto, concluíram, em relatório desclassificado em 2021, que a China considerou tentar influenciar o resultado da eleição de 2020, mas optou por não fazê-lo por receio de prejudicar as relações entre os EUA e a China.
No entanto, havia uma visão minoritária, ou divergente, dentro da comunidade de inteligência de que a China havia, de fato, agido. Essa perspectiva contrasta, por exemplo, com o período em que a China chegou a parabenizar Trump após uma eleição anterior.
O então oficial de inteligência nacional para questões cibernéticas avaliou que a China tomou "pelo menos algumas medidas para minar as chances de reeleição do ex-presidente Trump, principalmente por meio de redes sociais, declarações públicas oficiais e da mídia", conforme apontado na avaliação da comunidade de inteligência. A discussão sobre o impacto de diversos fatores nas eleições do ex-presidente nos EUA permanece relevante.
Os comentários de Trump ocorrem dois meses após viajar à China para se reunir com o líder do país, Xi Jinping, e antes de uma visita prevista de Xi à Casa Branca, no fim de setembro. É um cenário de relações complexas, em que Trump já relatou visões de Xi Jinping sobre os EUA.
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