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Trump ameaça destruir ilha de Kharg, no Irã, se Ormuz não for reaberto

Ameaças foram feitas em publicação do presidente dos Estados Unidos que destaca negociações com governo por acordo de paz

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Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, ameaça destruir ilha no Irã • AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta segunda-feira (30) destruir a Ilha de Kharg, no Irã, caso o país não reabra o tráfego petroleiro pelo Estreito de Ormuz, fechado desde o início da guerra no Oriente Médio, há pouco mais de um mês.

“Se o Estreito de Ormuz não for imediatamente "aberto para negócios", concluiremos nossa adorável “estadia” no Irã explodindo e obliterando completamente todas as suas usinas de geração de energia elétrica, poços de petróleo e a Ilha de Kharg (e possivelmente todas as usinas de dessalinização), que propositalmente ainda não “tocamos”, publicou o presidente em sua rede social, Truth Social.

“Isso será em retaliação pelos nossos muitos soldados e outros que o Irã massacrou e matou durante os 47 anos do "Reinado de Terror" do antigo regime”, completou Trump.

Por meio da publicação, Donald Trump ainda destaca um “grande progresso” na negociação por um acordo de paz com o Irã para acabar com o conflito na região. Segundo ele, as conversas seguem para estabelecer um “novo regime, mais razoável”.

O Estreito de Ormuz se tornou um ponto central no conflito por conta de sua importância para a economia global. A região, dominada pelo governo iraniano, é responsável por 20% do tráfego de petróleo e gás natural de todo o globo, o que levou ao escalonamento dos preços do hidrocarboneto nas bolsas globais.

“Quanto mais tempo levar para o conflito cessar e a reconstrução começar efetivamente, porque depois do conflito não vai voltar tudo ao normal, afinal, não só o Irã, mas vários países da região tiveram sua infraestrutura de produção de energia, de gás, petróleo, diesel, refinarias comprometidas”, dimensiona o pesquisador do Núcleo de Prospecção e Inteligência Internacional da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Leonardo Paz, sobre o impacto do conflito no Oriente Médio.

“Tem possibilidade de reconstrução, então a gente não sabe quanto tempo isso vai levar ainda para reconstruir, quantas mais vão vão quebrar”, completa. Os Estados Unidos e Israel promoveram ataques em diversos pontos de produção energética iranianos no decorrer do conflito.

Sobre o aumento dos preços do combustível, o professor alerta que “quando os estoques acabarem, ou chegarem próximos do fim, o impacto vai ser muito maior, porque a preocupação de todo mundo vai ser ficar sem petróleo”. Os aumentos dos valores, no momento, seriam a iminência da possibilidade de ficar sem o recurso.

Comandante responsável por fechar Estreito de Ormuz foi morto por Israel

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) confirmou nesta segunda-feira a morte do comandante naval Alireza Tangsiri. A informação foi divulgada quatro dias após Israel afirmar ter matado o militar.

Na semana passada, o Exército israelense havia anunciado a operação, destacando que ele foi peça-chave no bloqueio do Estreito de Ormuz, canal estratégico por onde passa grande parte do petróleo exportado pelo Oriente Médio.

O IRGC afirmou estar “acostumado” a perdas desse tipo e destacou que a marinha segue atacando forças inimigas e mantendo o controle do estreito, mesmo após a morte do comandante, informou a Tasnim.

(Sob supervisão de Alex Araújo)

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Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.