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Terremoto no Japão: ministro da Defesa convoca milhares de militares para atuar no desastre

Abalo é o maior no país desde 2011; na ocasião, 20 mil pessoas morreram e Usina de Fukushima foi afetada

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Terremoto Japão
Casa destruída pelo terremoto no distrito Matsunami de Noto • Reprodução Redes Sociais

O titular da pasta da Defesa, Minoru Kihara, anunciou a prontidão de mil membros das Forças Armadas para deslocarem-se à região, enquanto outros 8.500 foram acionados.

Autoridades também empregaram 20 aeronaves militares para avaliar os estragos. As informações foram divulgadas pela Agência France-Presse (AFP).

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Vias nas proximidades do epicentro foram bloqueadas, e os trens de alta velocidade entre Tóquio e Ishikawa foram interrompidos.

O governo japonês assegurou que não houve impactos nas usinas nucleares do país.

Em Ishikawa, e nos municípios vizinhos de Toyama e Niigata, cerca de 33.500 residências ficaram sem energia elétrica.

Os prejuízos causados pelo terremoto afetaram predominantemente habitações antigas, geralmente construídas em madeira.

O porta-voz do governo, Yoshimasa Hayashi, relatou "seis incidentes" de pessoas sob escombros na zona de Ishikawa.

A polícia está investigando relatos de duas mortes na cidade de Nanao.

Na televisão, imagens mostraram um considerável incêndio que consumiu diversos edifícios em Wajima.

Um vídeo publicado por uma cidadã japonesa na rede social X exibiu residências devastadas e lamentou: "É o distrito Matsunami de Noto. Estamos em uma situação terrível. Por favor, ajudem-nos. Minha cidade está em uma situação terrível." Assista:

Cidades no extremo-leste russo também emitiram alerta sobre o risco de tsunami, sem, no entanto, ordenar evacuações.

As autoridades de Vladivostok, cidade russa de 600.000 habitantes, aconselharam os pescadores a retornarem ao porto, prevendo uma onda de três metros.

No total, mais de 50 tremores com magnitude 3,2 ou superior atingiram a península de Noto em quatro horas.

Japão tem histórico de desastres geológicos

Situado no chamado "Anel de Fogo" do Pacífico, o Japão é um dos países mais propensos a terremotos no mundo.

As regulamentações de construção no Japão são rigorosas, os edifícios resistem geralmente a fortes tremores, e os habitantes estão habituados e treinados para tais situações.

No entanto, persiste a lembrança traumática do terremoto de magnitude 9,0, seguido por um gigantesco tsunami, que deixou cerca de 20 mil mortos ou desaparecidos em 2011.

A tragédia incluiu o desastre nuclear de Fukushima, o pior registrado desde o de Chernobyl em 1986. O tsunami provocou o derretimento de três reatores na usina nuclear japonesa.

Em março de 2022, um terremoto de magnitude 7,4 na costa de Fukushima atingiu grande parte das zonas do leste do Japão e deixou três mortos.

A capital, Tóquio, foi devastada por um grande terremoto há um século, em 1923.

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Repórter de Política Nacional e Internacional na rádio Itatiaia. Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e pós-graduanda em Comunicação Governamental na PUC Minas. Sólida experiência no Legislativo e Executivo mineiro. Premiada na 7ª Olimpíada Nacional de História do Brasil da Universidade de Campinas.