'Tarifaço' de Trump: veja como cada país reagiu às taxas anunciadas
Medidas foram anunciadas na tarde desta quarta-feira (2) e causou críticas e promessas de retaliação pelo mundo; países falam em “duro golpe à economia mundial”

Os países incluídos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no "tarifaço" anunciado na quarta-feira (2) reagiram com críticas e promessas de retaliação. Entre as nações que já se pronunciaram sobre a medida americana estão a China, a União Europeia e vários países da América Latina, entre eles o Brasil.
- ‘Tarifaço’ de Trump: entenda as justificativas dos EUA para as tarifas recíprocas
- ‘Tarifaço’ de Trump: economista explica quais os impactos da medida para o real e o dólar
Brasil
Por aqui, o Congresso Nacional aprovou por unanimidade um projeto de lei que estabelece a reciprocidade econômica nas relações comerciais do Brasil com outros países. O texto, aprovado horas depois do anúncio de Trump, é uma reação à tarifa de 10% será aplicada sobre os produtos brasileiros importados pelos EUA. Agora, a Lei da Reciprocidade Econômica segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
China
A China, que será taxada em 34%, afirmou que "se opõe de modo veemente" às novas tarifas americanas e anunciou "contramedidas para proteger" seus direitos e interesses. O Ministério do Comércio de Pequim ainda pediu para que o governo dos EUA "cancele imediatamente" as novas medidas, já que elas "colocam em perigo o desenvolvimento econômico mundial" e afetarão os interesses americanos e a cadeia internacional de suprimentos.
União Europeia
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que as tarifas aplicadas à União Europeia, que serão de 20%, constituem um "duro golpe à economia mundial". Ursula também declarou que o bloco está "preparado para responder", apesar de ainda se dizer aberta a negociar com Washington.
Alemanha
A indústria automobilística alemã alertou que os impostos americanos "só criarão perdedores". "A União Europeia deve agir agora unida e com a força necessária, enquanto continua sinalizando sua disposição de negociar", expressou a Associação Alemã da Indústria Automotiva.
Reino Unido
O ministro britânico do Comércio, Jonathan Reynolds, manifestou sua intenção de fechar um acordo comercial com os Estados Unidos, para, pelo menos, atenuar o impacto da tarifa de 10% imposta por Trump. Reynolds, no entanto, já advertiu os EUA de que o Reino Unido conta com "uma extensa gama de ferramentas" à disposição para responder à medida e que não hesitará "em agir".
Itália
"A introdução de tarifas à União Europeia é uma medida que considero ruim e que não convém a nenhuma parte", reagiu a primeira-ministra Giorgia Meloni, em redes sociais. "Farei tudo o que puder para trabalhar por um acordo com os Estados Unidos, a fim de evitar uma guerra comercial que, inevitavelmente, enfraquecerá o Ocidente, em benefício de outros atores globais."
Japão
"Transmiti que as medidas tarifárias unilaterais adotadas pelos Estados Unidos são extremamente lamentáveis e pedi, novamente, (a Washington) para não aplicá-las ao Japão", declarou o ministro japonês do Comércio, Yoji Muto sobre a tarifa de 24% imposta ao país.
Tailândia
A primeira-ministra Paetongtarn Shinawatra afirmou que seu governo tem um "plano forte" para responder às tarifas de 36% impostas por Trump às exportações de seu país.
A Rádio de Minas. Tudo sobre o futebol mineiro, política, economia e informações de todo o Estado. A Itatiaia dá notícia de tudo.



