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Sonda espacial mais distante da Terra retoma sinal após cinco meses de 'apagão'

Há 47 anos no espaço, Voyager 1 não enviava sinal desde novembro do ano passado; sonda e a sua gêmea, são as únicas naves espaciais que voaram no espaço interestelar

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Sonda espacial mais distante da Terra, Voyager 1
Voyager 1 foi enviada ao espaço primeiro e, por isso, está mais distante da Terra que a Voyager 2 • Reprodução / NASA/JPL-Caltech

Após cinco meses sem dar sinal, a sonda espacial Voyager 1 da NASA voltou a enviar dados para a agência norte-americana. A equipe da missão conseguiu no último sábado (20) verificar a saúde e o estado do objeto feito pelo homem mais distante que existe.

Há 47 anos no espaço, espaçonave não enviava sinal desde novembro do ano passado. A sonda e a sua gêmea, a Voyager 2, são as únicas naves espaciais que alguma vez voaram no espaço interestelar, o espaço entre as estrelas.

Falha identificada

A sonda ficou cinco meses 'apagada' por um problema ligado a um dos três computadores de bordo da espaçonave, chamado subsistema de dados de voo (FDS). O FDS é responsável por empacotar os dados científicos e de engenharia antes de serem enviados para a Terra.

A equipe descobriu, em março deste ano, que um único chip responsável por armazenar uma parte da memória FDS – incluindo parte do código de software do computador FDS – parou de funcionar.

Como é possível reparar o chip, a equipe da missão elaborou um plano para dividir o código afetado em seções e armazenar essas seções em locais diferentes. A equipe começou selecionando o código responsável por empacotar os dados de engenharia da espaçonave.

O novo código foi enviado na última quinta-feira (18). A mais de 24 bilhões de quilômetros da Terra a equipe de voo da missão recebeu resposta da espaçonave no sábado (20) de abril.

'Eles viram que a modificação funcionou: pela primeira vez em cinco meses, eles conseguiram verificar a saúde e o estado da espaçonave', informou a NASA.

Agora, a agência disse que o próximo passo é permitir que a Voyager 1 comece a retornar dados científicos novamente.

*Sob supervisão de Enzo Menezes

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde