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Representante da Coreia do Norte usa broche com rosto de pai e avô de Kim Jong-un em discurso na ONU

Vice-ministro Kim Son-Gyong discursou no último dia oficial da 81ª Assembleia Geral da ONU; fala foi marcada por refirmação sobre armas nucleares e críticas a Washington, Tóquio e Seul

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Kim Son Gyong, Vice-Ministro das Relações Exteriores da República Popular Democrática da Coreia, discursa no debate geral da 81ª sessão da Assembleia Geral.
Kim Son Gyong, Vice-Ministro das Relações Exteriores da República Popular Democrática da Coreia, discursa no debate geral da 81ª sessão da Assembleia Geral. • ONU/Loey Felipe l Ryan Murphy/Getty Images North America via AFP

O último dia oficial da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) foi marcado pelo discurso do vice-ministro das relações exteriores da Coreia do Norte, Kim Son-Gyong. Nesta segunda-feira (28), o representante do país chamou a atenção por usar um broche com o rosto do antigo líder, Kim Jong Il, pai do atual presidente Kim Jong-Un, estampado.

No mesmo emblema também está representado o rosto de Kim Il Sung, avô do atual mandatário do país. Os dois ex-governantes são considerados "líderes eternos" da Coreia do Norte.

O uso de adereços é parte quase obrigatória da vestimenta oficial de autoridades e representantes do país.

Vice-ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Kim Son Gyong, utiliza broche com rosto de pai e avKim Jong-un durante discurso na 81ª Assembleia Geral da ONU em Nova York, nos Estados Unidos, em 28 de setembro de 2026 • Ryan Murphy/Getty Images North America via AFP
Vice-ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Kim Son Gyong, utiliza broche com rosto de pai e avKim Jong-un durante discurso na 81ª Assembleia Geral da ONU em Nova York, nos Estados Unidos, em 28 de setembro de 2026 • Ryan Murphy/Getty Images North America via AFP

Armas atômicas e críticas

Durante a fala, o vice-ministro reiterou que o status do país como potência nuclear é permanente e não pode ser revertido. Kim Son-Gyong indicou que o arsenal é necessário para proteger a soberania e a segurança da Coreia do Norte.

O representante do país ainda acusou os Estados Unidos, o Japão e a Coreia do Sul de aumentar as tensões na Península Coreana com exercícios militares, citando o Freedom Shield e o Freedom Edge, realizado em três países, e afirmou que eles simulam cenários de guerra contra a Coreia do Norte.

Kim Son-Gyong apontou que os EUA estariam transformando a aliança entre Washington, Tóquio e Seul em um bloco “mais ofensivo e agressivo”, com componente nuclear.

Sobre o Japão, o norte-coreano criticou o aumento dos gastos militares e o desenvolvimento de armas de longo alcance pelo país. Segundo o vice-ministro, Tóquio estaria aproveitando o cenário internacional para acelerar o processo de rearmamento.

Apesar das críticas, Kim Son-Gyong afirmou que não houve conflito armado na Península Coreana porque a capacidade militar de Pyongyang teria criado um equilíbrio de forças capaz de impedir um ataque.

81ª Assembleia Geral da ONU

A 81ª Assembleia Geral da ONU acontece entre os dias 22 e 28 de setembro de 2026, em Nova York, nos Estados Unidos. Lideranças dos 193 Estados-membros farão declarações expondo as próprias posições e prioridades diante de desafios globais complexos e interligados.

O tema do debate este ano é: “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas”.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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