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Príncipe Harry é acusado de 'assédio' e 'intimidação' em ONG na África

Harry ajudou a fundar ONG Sentebale em 2006 para ajudar crianças órfãs de pais com aids

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Harry esteve na Ucrânia acompanhado por membros da Fundação Invictus Games, organização que apoia militares feridos

O príncipe Harry foi acusado "de assédio e intimidação" pela presidente de uma instituição de caridade na África que ele mesmo ajudou a fundar em 2006. As informações foram divulgadas pela AFP neste sábado (29).

O filho caçula do rei Charles III era, até esta semana, padrinho da ONG Sentebale, um compromisso caritativo que ele manteve após romper com a monarquia britânica em 2020, e a perda de seus patrocínios reais.

Na terça-feira, Harry anunciou que renunciava à função de padrinho da ONG, criada em memória de sua mãe, a princesa Diana, para ajudar os órfãos da aids.

Essa decisão, tomada junto com o cofundador da Sentebale, o príncipe Seeiso de Lesotho, foi em "solidariedade" aos cinco membros do Conselho de Administração que renunciaram por seu conflito com a presidente da instituição, assinalou Harry.

Essas cinco pessoas exigiam a saída da presidente Sophie Chandauka, de 47 anos, uma advogada do Zimbábue que ocupa o cargo desde julho de 2023.

Chandauka tentou impedir sua retirada ao levar o caso perante a Alta Corte de Londres, o que provocou a renúncia coletiva.

Harry difundiu "informação prejudicial para o grande público sem informar nem a mim, nem a meus diretores nacionais, nem a meu diretor-executivo", disse Chandauka à rede de televisão Sky News, em entrevista que será exibida integralmente neste domingo. "É um exemplo de assédio e intimidação em larga escala", frisou.

Por sua vez, Kelello Lerotholi, ex-membro do Conselho de Administração, rejeitou essas acusações nessa mesma rede de televisão.

Esta semana, Chandauka afirmou em comunicado que "ousou denunciar", entre outros problemas, o "abuso de poder, a intimidação, a misoginia" e o racismo contra mulheres negras na ONG.

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