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Polícia holandesa muda laudo que indicou causa da morte de brasileira

Amigas e familiares da jovem afirmam que ela estava em um relacionamento abusivo; no dia da morte, apenas ela e o namorado estavam no apartamento

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Jovem era natural de Brasília e morou na Bélgica por seis anos • Reprodução/ Redes sociais

A polícia da Holanda emitiu um laudo atestando que a morte da brasileira Taiany Caroline Martins Matos, de 32 anos, ocorreu em virtude de um ataque cardíaco. No início deste mês, após a o falecimento de Taiany, as autoridades afirmaram apenas que a brasileira havia morrido após cair do quarto andar de um prédio em Breda, na Holanda. O documento foi datado e assinado pelo consulado-geral do Brasil em Amsterdã.

Testemunhas afirmam que ouviram gritos vindos do local. Já a polícia da Holanda afirma que não houve crime, apontando morte acidental. A família de Taiany contestou a informação, afirmando que a investigação havia durado apenas um dia, sem ouvir testemunhas.

O ministério das Relações Exteriores informou, nesta sexta-feira (24), que está prestando assistência aos familiares da vítima. A polícia holandesa afirmou que os resultados da investigação serão disponibilizados apenas à família da vítima.

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Familiares e amigos apontam relacionamento abusivo

A irmã da vítima, Naiany Martins, disse que amigas da brasileira relataram que ela vivia um relacionamento abusivo, em que era proibida de trabalhar e sair com conhecidos. Para a família, ela contava que tinha planos de se casar com o namorado.

Taiany veio ao Brasil pela última vez em novembro. A irmã relatou ao jornal O Globo que o namorado queria controlá-la e que não deixava a jovem sair de casa. Um dia antes da morte, no dia 2 de janeiro, a brasileira decidiu sair com as amigas, contra a vontade do companheiro. Ela havia acabado de voltar de uma viagem a Paris, onde passou o Réveillon com as amigas.

Taiany foi levada em casa pelas amigas e, por volta das 10h, ligou para uma delas afirmando que estava "com medo" do namorado. “O namorado passou a noite toda ligando para a Taiany. Ela estava apreensiva e com medo. Minha irmã teria pedido para as amigas esperarem amanhecer o dia, mas quando as meninas foram embora ele teria tentado tomar o celular dela”, contou Naiany.

*Sob supervisão de Lucas Borges

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.