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Petro rebate Trump e diz que presidente 'não entende o conceito de humanidade'

O presidente da Colômbia afirmou, através das redes sociais, que respeita os Estados Unidos, mas que o “problema” está em Trump

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Gustavo Petro, presidente da Colômbia.
Presidente Gustavo Petro diz ter escapado de tentativa de assassinato nessa terça-feira (10) • Reprodução | Fotografia Oficial da Presidência da Colômbia.

"Respeito a história, a cultura e o povo dos EUA. Eles não são meus inimigos, nem os considero meus inimigos. O problema está com o Trump, não com os EUA. Trump simplesmente não entende como milhões de jovens norte-americanos puderam lutar por uma causa que parecia estranha: a guerra na Europa. Muitos lutaram e morreram lá, aqueles jovens sabiam por que estavam lutando. Eles lutavam pela humanidade. Trump não entende o conceito de humanidade".

— escreveu Petro neste domingo (19).

Trump também escreveu: “Petro, um líder mal avaliado e muito impopular, com uma língua afiada em relação aos EUA, é melhor fechar imediatamente estes campos de extermínio, ou nós vamos fechar, e isso não será de forma agradável”.

A ofensiva contra mais um chefe de Estado latino ocorre após Petro criticar as ações das Forças Armadas dos EUA no Caribe, próximo à Venezuela.

Também nas redes sociais, o colombiano afirmou que o governo estadunidense cometeu assassinato e violou a soberania nacional em águas estrangeiras — que não pertencem aos EUA. “O pescador Alejandro Carranza não tinha vínculos com o narcotráfico e sua atividade diária era pescar”, disse.

Tensão com a Venezuela

A escalada da tensão com Petro é apenas mais um episódio que marca o clima de Trump com líderes da América do Sul.

Nesta semana, após atacar duas embarcações no Caribe, próximo à Venezuela, a Casa Branca autorizou a Agência Central de Inteligência (CIA) a realizar operações secretas no país de Nicolás Maduro.

A autorização permite que a CIA realize ataques letais contra suspeitos de tráfico de drogas ou até outras ações mais amplas.

Na corda bamba das relações com Washington também está o Brasil. Após implementar tarifas de 50% em produtos brasileiros e adotar medidas contra autoridades do Judiciário, alegando uma suposta perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o governo de Trump negocia a retirada das medidas com o governo Lula (PT).

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.